Novas tarifas afetam 68% das exportações de Santa Catarina aos EUA

Santa Catarina está entre os estados brasileiros mais prejudicados pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) aponta que 68% de tudo o que o estado exporta para o mercado norte-americano será atingido pela tarifa adicional de 25%, colocando a economia catarinense entre as mais vulneráveis do país. Junto com São Paulo, Santa Catarina concentra 52% de todo o impacto econômico da medida sobre as exportações brasileiras.

Os dados mostram que, embora São Paulo concentre o maior volume financeiro afetado, Santa Catarina enfrenta uma dependência maior do mercado americano. Isso significa que uma parcela significativa das empresas exportadoras catarinenses poderá sentir diretamente os efeitos da nova taxação, com perda de competitividade e possíveis reflexos sobre produção, empregos e investimentos.

No total, cerca de US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras serão atingidos pelas tarifas de 25% anunciadas pelos Estados Unidos. Desse montante, aproximadamente US$ 3 bilhões correspondem a produtos exportados por empresas paulistas. Já Santa Catarina aparece como o estado proporcionalmente mais exposto entre os grandes exportadores nacionais, devido à forte presença do mercado americano na pauta de comércio exterior catarinense.

Diante do cenário, a ApexBrasil anunciou um plano de R$ 130 milhões para apoiar empresas brasileiras na busca por novos mercados internacionais, reduzindo a dependência das vendas aos Estados Unidos e ampliando oportunidades de exportação em outros países. A estratégia inclui ações de promoção comercial, inteligência de mercado e apoio à internacionalização de empresas.

A tarifa adicional faz parte de uma nova política comercial adotada pelo governo norte-americano e deverá atingir diversos segmentos da indústria brasileira. Para Santa Catarina, cuja economia possui forte vocação exportadora, especialistas avaliam que a diversificação dos destinos das vendas externas será fundamental para minimizar os impactos da medida nos próximos meses.