A cada quatro anos, o parlamento catarinense sofre alterações na composição das quarenta cadeiras disponíveis. Entre reeleitos, não eleitos e aqueles que concorrem a cargos em outras esferas, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina nunca chega ao fim de uma eleição do mesmo jeito que começou.
Nesta eleição, a Alesc terá, no mínimo, sete cadeiras renovadas. Levando em conta os deputados que não irão concorrer à reeleição e os que eventualmente não se reelejam, a estimativa é de que a renovação possa alcançar um percentual entre 25% e 30%. A estimativa considera os sete que já não disputarão mais um pequeno número de deputados que eventualmente possam não se reeleger, como acontece em todas as eleições.
Em 2022, a renovação foi de 40%. Das 40 vagas, 16 foram ocupadas por novos nomes. Em 2018, a renovação foi de 55% do parlamento, o maior índice desde 2002, conforme dados disponíveis no site da Alesc. Já em 2014 a renovação foi de 35% e em 2010, alcançou o índice de 37,5%.
E em 2026, como será?
Naturalmente, a coluna não vai cometer a deselegância de apontar quem pode não se reeleger. Mas, em um cenário de campanhas cada vez mais profissionalizadas e disputa acirrada, a tendência é de que o número de derrotas entre os atuais deputados seja menor do que em eleições anteriores.
Veja quem não irá à reeleição
- Antídio Lunelli (MDB): candidato ao Senado na chapa do PSD.
- Júlio Garcia (PSD): candidato a deputado federal.
- Maurício Skudlark (PL): devido a problemas de saúde, não irá à reeleição.
- Paulinha (Podemos): candidata a deputada federal.
- Sargento Lima (PL): candidato a deputado federal.
- Volnei Weber (MDB): decidiu não disputar a reeleição para deputado estadual para se dedicar aos negócios da família. Ele também é citado como possível suplente ao Senado na chapa majoritária do PSD.
- Zé Milton Scheffer (PP): candidato a deputado federal.
Ao todo, sete parlamentares deixarão vagas em aberto. Todos são puxadores de votos, capazes de eleger a si mesmos e contribuir para a eleição de outros candidatos da chapa. A saída desse grupo muda a dinâmica da disputa, abre espaço para novos nomes e obriga seus partidos a encontrarem sucessores com potencial semelhante, o que, historicamente, não é tarefa fácil.




