O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou força na corrida pela reeleição em 2026. A avaliação é do cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, que afirmou que os modelos estatísticos do instituto apontam um aumento significativo nas chances de vitória do petista desde o início deste ano.
Durante um evento promovido pelo Grupo Lide, em São Paulo, nesta segunda-feira (27), Nunes revelou que a probabilidade de reeleição de Lula passou de cerca de 38% para quase 60%, acompanhando a recuperação da aprovação do governo.
Segundo ele, quando a aprovação do presidente estava em torno de 43%, os modelos indicavam um cenário mais desfavorável. Agora, com o índice próximo de 47%, as projeções se tornaram mais otimistas para o Palácio do Planalto.
Eleitores independentes devem decidir a eleição
Para Felipe Nunes, o resultado das eleições de 2026 dependerá, mais uma vez, dos eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita.
As pesquisas mais recentes da Quaest mostram que esse grupo passou a demonstrar maior rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como principal nome da oposição, ao mesmo tempo em que voltou a se aproximar do governo Lula.
Apesar disso, o cientista político ressalta que o eleitorado conservador continua mantendo forte rejeição ao PT, o que deve manter a disputa bastante competitiva.
Polarização continua predominando
Embora existam outros possíveis candidatos ao Palácio do Planalto, Felipe Nunes considera que o cenário mais provável ainda é uma disputa polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Ele lembrou que ambos enfrentaram momentos de desgaste político nos últimos anos, mas conseguiram recuperar espaço junto ao eleitorado.
O CEO da Quaest também citou nomes como Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), avaliando que eles podem crescer durante a campanha, especialmente nos debates e na busca pelo eleitor de centro.
Economia ajudou a melhorar o cenário para Lula
Segundo Nunes, um dos fatores que contribuíram para o fortalecimento do presidente foi a melhora na percepção da população sobre a economia.
Ele destacou medidas como o programa Desenrola, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o debate sobre a redução da jornada de trabalho como iniciativas que influenciaram positivamente parte do eleitorado, especialmente os independentes.
Por outro lado, violência e corrupção continuam entre os temas que mais preocupam os brasileiros e tendem a favorecer candidatos da oposição, o que indica que a eleição ainda está longe de ser definida.
Pesquisa mostra vantagem de Lula
A análise de Felipe Nunes acompanha os números da pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de julho.
No levantamento, Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 29%.
Em um eventual segundo turno, o presidente venceria por 45% a 37%, diferença superior à margem de erro de dois pontos percentuais.
Mesmo com a melhora nas projeções para Lula, o cientista político afirma que o cenário eleitoral permanece aberto e que o comportamento do eleitorado de centro será decisivo para definir quem comandará o país a partir de 2027.




