PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro e Júlia Zanatta por declarações sobre urnas

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusando-o de disseminar informações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores realizado na terça-feira (21). O processo será relatado pelo presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques.

Além de Flávio Bolsonaro, a ação inclui o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e Júlia Zanatta (PL-SC), representante de Santa Catarina na Câmara dos Deputados. Segundo o PT, o grupo teria promovido um “movimento articulado de desinformação” sobre as urnas eletrônicas por meio das redes sociais desde o último dia 17, culminando no discurso feito por Flávio aos diplomatas estrangeiros.

Durante o evento, o senador afirmou que parte das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras teria origem em uma empresa venezuelana e levantou suspeitas sobre a confiabilidade do sistema de votação. As alegações, no entanto, já foram contestadas em diversas ocasiões pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na representação, o PT sustenta que as declarações e publicações dos investigados colocam em dúvida, sem provas, a integridade do processo eleitoral brasileiro e podem comprometer a confiança pública nas eleições de 2026. O partido pede que o TSE determine a remoção dos conteúdos considerados desinformativos, aplique multa aos envolvidos e adote outras medidas previstas na legislação eleitoral.

Santa Catarina no centro da ação

A inclusão da deputada federal Júlia Zanatta na representação coloca Santa Catarina no centro de mais uma disputa jurídica relacionada ao processo eleitoral. Parlamentar de primeiro mandato e uma das principais lideranças do PL no estado, Zanatta é acusada pelo PT de ter reforçado, por meio das redes sociais, as declarações feitas por Flávio Bolsonaro sobre o sistema eletrônico de votação.

Os representados ainda poderão apresentar defesa ao Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá sobre o prosseguimento da ação e eventual aplicação de sanções previstas na legislação eleitoral.