O anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) provocou repercussão no cenário político nacional devido a acusações envolvendo o parlamentar.
As denúncias voltaram ao debate público após manifestações durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Parlamentares da oposição afirmam ter encaminhado à Polícia Federal documentos relacionados a um suposto caso de estupro de vulnerável, além de alegações de tentativa de suborno envolvendo familiares da suposta vítima.
Segundo os autores das denúncias, o caso teria ocorrido há cerca de oito anos e envolveria uma adolescente de 13 anos que teria engravidado. A investigação tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF).
Alfredo Gaspar nega as acusações. O deputado afirma que os fatos foram atribuídos a ele de forma equivocada e sustenta que o episódio mencionado diz respeito a um primo, Maurício César Brêda Filho. De acordo com sua versão, o familiar manteve um relacionamento com uma mulher maior de idade, e a narrativa apresentada pelos denunciantes não corresponde aos fatos. Gaspar informou ainda que ingressou na Justiça com ações por calúnia e injúria contra os parlamentares que fizeram as acusações.
Além desse caso, o deputado também foi alvo de apuração relacionada ao repasse de aproximadamente R$ 6 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José da Laje, em Alagoas. A investigação foi analisada pelos órgãos competentes e acabou arquivada pela Procuradoria-Geral da República, sem oferecimento de denúncia.
A indicação de Alfredo Gaspar também chamou atenção por contrariar uma sinalização anterior de Flávio Bolsonaro, que havia afirmado publicamente que pretendia escolher uma mulher para compor sua chapa presidencial. Apesar da repercussão, a candidatura foi mantida pelo PL.




