Articulações para suplência ao Senado movimentam bastidores políticos em SC

As negociações para definir a primeira suplência da candidatura da deputada federal Caroline de Toni (PL) ao Senado seguem movimentando os bastidores da política catarinense. Nos últimos dias, empresários e lideranças políticas foram sondados para integrar a chapa, mas uma sequência de recusas obrigou o grupo a continuar em busca de um nome.

Entre os cotados esteve o empresário Juliano Custódio, CEO e fundador da EQI Investimentos. Segundo informações de bastidores, a articulação para convencê-lo a aceitar o convite foi conduzida pela prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD), com a participação do secretário interino de Planejamento do município, Olnear Cecatto.

Apesar de integrarem partidos que hoje estão em campos políticos distintos, Juliana Pavan e Caroline de Toni mantêm uma relação de amizade, assim como seus respectivos maridos. Essa proximidade teria facilitado a interlocução para tentar viabilizar o nome de Custódio.

O empresário chegou a aceitar o convite inicialmente, mas acabou desistindo após orientação de sua equipe jurídica, que avaliou que a participação na chapa poderia gerar implicações para suas atividades empresariais.

Outros nomes recusaram o convite

Com a saída de Juliano Custódio das negociações, outros nomes passaram a ser analisados pelo grupo político de Caroline de Toni.

Entre eles esteve o empresário Nei Silva, pai do candidato a vice-governador Adriano Silva (Novo). No entanto, ele optou por permanecer nas funções que exerce junto à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Outro nome cogitado foi o de Marcelo de Aguiar, filho do ex-presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, que também não avançou nas conversas.

Mais recentemente, o ex-senador e ex-deputado estadual Beto Martins (PL) também declinou do convite. Conforme informações de bastidores, ele teria ficado descontente com o vazamento precoce de seu nome para a imprensa e, além disso, possui compromissos profissionais ligados a uma empresa belga, fator que dificultaria sua participação na chapa.

Definição segue em aberto

Com as sucessivas recusas, a definição do primeiro suplente de Caroline de Toni permanece em aberto. A expectativa é de que novas conversas ocorram nas próximas semanas, à medida que as alianças para as eleições de 2026 avancem e os partidos consolidem suas composições majoritárias em Santa Catarina.