Uma operação conjunta de fiscalização sanitária resultou no descarte de 4,5 toneladas de camarão impróprio para consumo humano em uma empresa situada no bairro Salseiros, em Itajaí, no litoral norte catarinense.
Uso irregular de aditivos químicos
A ação foi conduzida na manhã desta sexta-feira (28) por agentes da Vigilância Sanitária local em parceria com o Selo de Inspeção Municipal, durante o procedimento de rotina para renovação do alvará de funcionamento do estabelecimento. No local, os fiscais flagraram os trabalhadores aplicando metabissulfito diretamente sobre os crustáceos.
O objetivo da substância era duplo: disfarçar o aspecto deteriorado do pescado e forçar a retenção de líquidos, o que elevava de forma fraudulenta o peso final comercializado. Testes rápidos realizados no momento da vistoria confirmaram a presença de níveis excessivos do composto químico nos alimentos. Além do lote de camarões, os agentes recolheram cerca de 50 quilos do produto químico que estava sendo empregado na fraude.
Riscos à saúde e ação dos sulfitos
Pertencente à classe dos sulfitos, o metabissulfito de sódio é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como conservante e antioxidante. Embora seu uso seja permitido dentro de limites estritos, a agência alerta que o consumo por pessoas hipersensíveis ou asmáticas pode desencadear reações adversas severas, incluindo crises respiratórias e manifestações cutâneas.
Devido à sua capacidade de ocultar sinais visuais e olfativos de putrefação, a substância acaba criando uma falsa impressão de frescor, enganando o consumidor sobre a real qualidade do que está sendo comprado.
Etapas do recolhimento e punição
O processo de remoção do material impróprio ocorreu em dois momentos distintos. Na primeira fase, a equipe recolheu 1.060 quilos do pescado. Em seguida, mais 3,4 mil quilos foram retirados do estoque da empresa.
Todo o volume confiscado, totalizando aproximadamente 4.500 quilos, foi transportado para destruição em um aterro sanitário autorizado. Como desdobramento da fiscalização, a empresa autuada receberá notificações oficiais e multas pecuniárias pelas infrações graves cometidas contra a saúde pública.




