Homem morre carbonizado ao tentar incendiar restaurante em Santa Catarina

Um homem de 48 anos morreu carbonizado na manhã do último sábado (29) dentro de um restaurante localizado na Rua Fátima, em Joinville, Santa Catarina. Longino Dias Batista invadiu o estabelecimento com a intenção de matar a ex-companheira, que trabalha no local como cozinheira, mas acabou sendo consumido pelas chamas após espalhar combustível pelo salão.

A dinâmica do crime e o socorro

De acordo com informações repassadas pelo dono do Restaurante Alho e Menta às autoridades, o agressor chegou cedo ao local exigindo ver a mulher, de 52 anos, que estava ausente no momento. Como o estabelecimento permanecia fechado com grades, ele forçou a estrutura, entrou portando um galão de 10 litros de gasolina e despejou o produto inflamável por todo o ambiente.

Três trabalhadores estavam no interior do prédio quando o fogo deflagrou rapidamente, gerando uma densa nuvem de fumaça preta que assustou pedestres. O invasor ficou preso no interior do comércio e não conseguiu escapar a tempo. Equipes do SAMU, da Polícia Militar, da Polícia Civil e dos Bombeiros Voluntários de Joinville mobilizaram-se para conter as chamas e isolar a área.

Histórico de violência e tentativas anteriores

O histórico criminal do autor revelava episódios graves de violência doméstica. Em 2024, ele já havia protagonizado uma tentativa de feminicídio contra a mesma cozinheira. Naquela ocasião, invadiu a residência onde ela dormia com as netas e desferiu um golpe de faca nas costas da vítima. O filho dela interveio para salvá-la e também acabou esfaqueado, permitindo que a mãe sobrevivesse antes que o agressor fugisse da cena do crime.

Além desse episódio, os registros oficiais apontavam que Longino acumulava nada menos do que 44 passagens policiais ao longo da vida. Natural de Anita Garibaldi e atuando como pedreiro, ele possuía endereço registrado em Brusque, mas circulava por diferentes regiões do estado catarinense.

Investigação e desdobramentos

Apesar de boatos iniciais nas redes sociais sugerirem um desentendimento comercial, o boletim da Polícia Militar confirmou que a motivação real envolveu o crime de violência contra a mulher. A cozinheira alvo do ataque não se encontrava no expediente naquele momento e saiu ilesa, tendo sua identidade preservada pelas autoridades.

A Polícia Civil assumiu a investigação para esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a dinâmica exata do incêndio, os prejuízos causados ao comércio e a eventual existência de medidas protetivas ativas. O estabelecimento comercial permanece interditado para a realização dos trabalhos periciais necessários.