Taxa de sindicalização no Brasil se mantém estável em 2025

A taxa de sindicalização no Brasil, que havia enfrentado quedas consecutivas, permaneceu praticamente inalterada em 2025, segundo dados apresentados pelo IBGE. A proporção de trabalhadores associados a sindicatos foi de 8,8% no ano passado, equivalente a 9,1 milhões de pessoas, comparado a 8,9% em 2024.

Taxa por região

Na análise por regiões, os dados indicam que o percentual de trabalhadores sindicalizados variou: Norte (7,0%), Nordeste (9,2%), Sul (9,7%), Sudeste (8,8%) e Centro-Oeste (8,0%). Essa estabilidade na taxa de sindicalização ocorreu após um aumento de 812 mil novos associados em 2024, que interrompeu um ciclo de queda que se estendia desde 2012, quando a taxa era de 16,1%.

Distribuição por setor

Os dados também mostram que a taxa de sindicalização se manteve constante em todos os grupos de atividade comparados entre 2025 e 2024. O setor com a maior taxa continua sendo o de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,7%, seguido pela Administração pública (14,6%) e pela Indústria geral (11,4%). Em contrapartida, as menores taxas foram observadas em Serviços domésticos (2,5%), Construção (3,6%) e Outros serviços (3,6%).

Comparação histórica

Observando o histórico desde 2012, é perceptível uma queda na sindicalização em todos os grupos. As maiores reduções foram registradas em Transporte, armazenagem e correio, com uma diminuição de 12,4 pontos percentuais; seguido por Administração pública e Indústria geral, ambas com redução de 9,9 pontos percentuais.

Taxa de sindicalização por categoria

Ainda segundo o IBGE, as taxas mais altas de sindicalização foram entre os empregados do setor privado com carteira assinada (11,3%), trabalhadores familiares auxiliares (10,2%) e empregados do setor público (18,4%). Por outro lado, os trabalhadores no setor privado sem carteira assinada (3,3%) e os trabalhadores domésticos (2,8%) apresentaram as menores taxas.

Por fim, de 2024 para 2025, não houve variação estatisticamente significativa na taxa de sindicalização entre as categorias de emprego. Entre os 9,1 milhões de trabalhadores associados a sindicatos, 38,2% possuíam ensino superior completo, 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto, 8,4% tinham fundamental completo ou médio incompleto, e 15,7% não possuíam instrução ou tinham fundamental incompleto.