Santa Catarina se destaca como o estado mais seguro do Brasil, de acordo com o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela empresa MySide. O estado apresenta uma taxa de 7,7 assassinatos para cada 100 mil habitantes, enquanto Florianópolis é a capital brasileira com a menor taxa de homicídios.
Metodologia do Anuário
Na sua quarta edição, o estudo utiliza dados de mortalidade e população coletados em 2025. As informações foram obtidas do Painel de Monitoramento de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, além do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cidades catarinenses no ranking nacional
Blumenau é a cidade com a menor taxa de homicídios em Santa Catarina, com 2,4, ocupando a terceira colocação no ranking nacional. Jaraguá do Sul vem em seguida, com uma taxa de 2,5, posicionando-se em quarto lugar no Brasil. Outros municípios catarinenses que aparecem entre os 30 primeiros do país incluem Joinville (20ª posição, 5,4), Brusque (22ª posição, 5,8) e Palhoça (27ª posição, 5,9).
Classificação das cidades catarinenses
O anuário apresenta uma classificação de 14 cidades catarinenses, com as respectivas taxas de assassinatos por 100 mil habitantes:
- Blumenau: 2,4
- Jaraguá do Sul: 2,5
- Joinville: 5,4
- Brusque: 5,8
- Palhoça: 5,9
- Tubarão: 6,8
- Camboriú: 7,2
- São José: 7,5
- Criciúma: 8,4
- Itajaí: 10,2
- Chapecó: 11,0
- Balneário Camboriú: 11,1
- Florianópolis: 11,5
- Lages: 14,9
Cidades litorâneas em destaque
Palhoça se destaca como a cidade litorânea mais segura do Brasil, apresentando uma taxa de 5,95 assassinatos por 100 mil habitantes. Macaé, no Rio de Janeiro, e Paço do Lumiar, no Maranhão, ocupam a segunda e terceira posições, com taxas de 8,17 e 9,82, respectivamente. Itajaí e Balneário Camboriú também figuram entre as dez cidades de praia mais seguras do país.
Critérios de avaliação
O anuário enfatiza que os dados de mortalidade utilizados não necessariamente refletem os indicadores de homicídios divulgados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública, podendo haver variações devido a diferenças metodológicas. A pesquisa se concentra exclusivamente na taxa de assassinatos por 100 mil habitantes, sem considerar outros tipos de crimes, como lesões corporais ou furtos, o que limita uma avaliação completa da segurança em uma cidade ou região.
