Professor condenado por estupro retoma aulas e é acusado de assédio

O professor Erivam Freitas, condenado em 2012 por drogar e estuprar um menino de 12 anos em Canelinha, retornou às salas de aula em 2024 após cumprir sete anos de pena. Atualmente, ele leciona na rede estadual de Santa Catarina e enfrenta novas acusações de assédio a alunas em uma escola de Brusque.

Acusações de assédio em Brusque

A denúncia sobre o comportamento do professor foi divulgada recentemente pelo jornalista João Henrique Krieger, e um boletim de ocorrência foi obtido, confirmando a identidade de Freitas. Ele havia sido contratado sem passar pelo processo seletivo e sem a habilitação necessária para lecionar.

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Detalhes do crime original

A história remonta a fevereiro de 2012, quando o professor se aproximou de um menino em uma cachoeira, oferecendo um remédio e drogas para dopá-lo antes de cometer o crime. Após o abuso, a criança foi levada de moto para perto de um bar, onde sua mãe percebeu que algo estava errado e acionou a polícia. Erivam foi preso em flagrante, sendo encontrado com substâncias ilícitas e outros itens suspeitos.

Repercussão e investigações

Na delegacia, Freitas admitiu ter estado com a criança, mas negou o crime. Ele foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que manteve a pena após revisão. Depois de ser liberado em 2019, ele voltou a dar aulas, mas as novas alegações de assédio surgiram rapidamente. Uma mãe denunciou que seu filho teria sido abordado de forma inadequada pelo professor, que fez comentários inapropriados e tentou “negociar notas”.

Contexto da contratação

Erivam Freitas foi contratado como professor temporário, embora não constasse em listas de habilitação adequadas e apresentasse uma condição de “não habilitado” nos registros da Secretaria de Estado da Educação. A legislação vigente exige que candidatos não possuam condenações, mas, após cumprir pena, as informações podem não aparecer em certidões.

O caso agora está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e à Pessoa Idosa (Dpcai) de Brusque. A Secretaria de Educação afirmou que está acompanhando a situação, mas não esclareceu como a contratação foi realizada.

A situação levanta questões sérias sobre a segurança nas escolas e a proteção de alunos em relação a profissionais com históricos criminais. A comunidade escolar e as autoridades seguem atentas ao desenrolar dos fatos.