Policial da PRF alvo da PF após comemorar vitória de Lula

O policial rodoviário federal Carlos Magno Cruz Junior, de 52 anos e natural de Lages, se tornou alvo da Polícia Federal (PF) após um vídeo em que ele celebra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições. O vereador Jonata Mendes (PRD) divulgou as imagens nas redes sociais, que mostram Magno em meio a uma multidão com bandeiras vermelhas, exaltando o momento histórico e agradecendo ao povo brasileiro pelo “presente” de aniversário. O vídeo foi registrado no domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno das eleições.

Investigação da PF

De acordo com o vereador, o policial foi afastado de suas funções por ordem judicial na terça-feira, 27 de outubro, durante a Operação Milão. Jonata Mendes também ressaltou que Magno é suspeito de receber propina para permitir a retirada ilegal de madeira de áreas da União, além de ser o mesmo policial que multou manifestantes em Lages em 2022. Após a operação, Magno desativou suas redes sociais e não foi possível contatá-lo.

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Detalhes da operação

O delegado responsável pela operação, Pedro, informou que a investigação teve início em outubro de 2024, após a prisão de um homem que estava retirando madeira de uma área federal, alegando ter autorização de um agente público. Contudo, a autorização era falsa e a PF descobriu que o agente público em questão estaria recebendo valores para conceder tais permissões. A operação também revelou a existência de notas fiscais fraudulentas que eram utilizadas para legalizar a madeira extraída ilegalmente, que era destinada a madeireiras na região.

Ação da PF

Cerca de 50 agentes federais participaram das buscas em Lages, Ponte Alta, Curitibanos e São Cristóvão do Sul, cumprindo dez mandados de busca e apreensão. Embora ninguém tenha sido preso, a Justiça determinou o afastamento cautelar do policial, e a Corregedoria da PRF esteve envolvida na ação.

Conclusão

A Polícia Federal reafirmou seu compromisso com uma atuação imparcial e rigorosa, baseada em elementos de prova, independentemente do cargo dos investigados. O espaço permanece aberto para a defesa do policial e da PRF se manifestarem sobre o caso.