O advogado-geral da União, Jorge Messias, tem compartilhado com aliados sua convicção de que a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, possui motivação política.
Motivação Política de Mendonça
Messias argumenta que Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, estaria utilizando sua relatoria em um processo que investiga o Banco Master para criar uma desestabilização política que favoreça a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. A relação entre Messias e Mendonça é próxima, devido a afinidades religiosas e à campanha de apoio que o ministro fez para a nomeação de Messias ao cargo de AGU.
Relação Tensa com o Chefe da PF
Apesar dessa proximidade, a relação de Messias com Rodrigues é conturbada. Ambos tiveram um breve diálogo durante a cerimônia de 7 de Setembro, mas a tensão persiste desde que Messias optou por não seguir com um pedido de investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade.
Ação do Presidente Lula
Nesse cenário, a iniciativa para barrar a decisão de Mendonça partiu do presidente Lula, que solicitou que a AGU apresentasse uma solução. Messias então sugeriu um recurso que poderia ser levado diretamente ao plenário, evitando a análise pela Segunda Turma, onde há maioria para manter o afastamento de Rodrigues.
Movimentação Rápida de Flávio Dino
A avaliação interna na AGU era de que o ministro Edson Fachin acolheria o recurso. Contudo, o ministro Flávio Dino agiu rapidamente e reintegrou Rodrigues ao cargo na manhã desta quarta-feira, 9. Essa decisão gerou descontentamento em Messias, que a considera juridicamente frágil e potencialmente prejudicial, exacerbando uma crise sem precedentes na instituição.
