Mecânico é preso pela Polícia Militar por estuprar menina com deficiência em SC

A Polícia Militar cumpriu na tarde desta terça-feira um mandado de prisão contra um mecânico de 29 anos dentro da própria loja de motos que ele administrava, no bairro Tajubá II, em São João Batista. O homem foi condenado a 20 anos de reclusão em regime fechado por estupro de vulnerável e estava com a prisão decretada quando a guarnição chegou ao estabelecimento.

A pena veio de uma condenação já transitada em julgado, ou seja, sem mais possibilidade de recurso. A decisão foi mantida em segunda instância e o mandado tem validade até 2045, o que dá a dimensão do peso da sentença aplicada pela Segunda Vara da Comarca de São João Batista.

Segundo o relato da ocorrência, a guarnição tinha informação sobre o paradeiro do condenado e se deslocou até o endereço, onde localizou o homem no interior do próprio comércio. Diante do mandado em aberto, foi dada voz de prisão sem resistência, e ele foi encaminhado ao presídio de Tijucas.

A prisão marca mais um capítulo do enfrentamento que a PMSC vem fazendo a condenados por crimes sexuais na região. Com esta captura, chega a 33 o número de presos por estupro no Vale do Rio Tijucas nos seis primeiros meses de 2026, resultado do trabalho contínuo das guarnições e da Agência de Inteligência no rastreamento de foragidos e no cumprimento de mandados.

O crime que gerou a pena

O caso que originou a condenação envolve uma criança com deficiência auditiva. De acordo com a apuração que embasou o processo, os abusos eram cometidos de forma repetida, aproveitando a vulnerabilidade da vítima e a dificuldade que ela tinha de relatar o que vinha acontecendo.

A denúncia chegou depois que uma familiar percebeu mudanças no comportamento da menina e conseguiu, com dificuldade, que ela contasse o que sofria. Confrontado, o homem teria admitido os abusos, segundo consta no relato que chegou à polícia na época.

Após a comunicação inicial, o Conselho Tutelar foi acionado para adotar as medidas de proteção à criança, e o boletim de ocorrência foi lavrado. O processo correu na Justiça até a condenação definitiva que resultou no mandado cumprido agora.

Com a prisão formalizada, o condenado permanece à disposição da Justiça para o cumprimento integral da pena em regime fechado. A ordem de prisão foi comunicada ao juízo responsável, conforme determina o mandado.