As comemorações do 7 de setembro se tornaram um espaço para os candidatos à presidência, Lula e Flávio Bolsonaro, mostrarem suas estratégias políticas a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026.
Ato em Brasília
Na Esplanada dos Ministérios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou o desfile cívico-militar com o tema “Soberania: a força que une o Brasil”. Ao lado de autoridades como os presidentes da Câmara e do Senado, Lula manteve um tom sóbrio, evitando discursos políticos durante o evento. Contudo, logo após, ele fez uma publicação nas redes sociais, criticando opositores que, segundo ele, se disfarçam de patriotas enquanto atendem a interesses estrangeiros.
Foco em São Paulo
Em contrapartida, na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro (PL) direcionou seus ataques principalmente ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante um ato que reuniu cerca de 28,5 mil pessoas. O evento, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, teve um tom de confronto e chamou a atenção para a relação do Judiciário com o governo. Flávio afirmou que quem vota em Lula está, na verdade, apoiando Moraes.
Mobilizações de outros candidatos
O dia também viu mobilizações de outros candidatos que buscam uma alternativa à polarização entre Lula e Flávio. Romeu Zema (Novo) organizou um ato menos numeroso, criticando ministros do STF. Renan Santos (Missão) leu um manifesto exigindo a prisão de ministros do Judiciário, enquanto Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) focaram em seus discursos no combate a questões sociais e de segurança pública.
Conclusão
As comemorações do 7 de setembro em 2026 não apenas celebraram a Independência do Brasil, mas também revelaram um cenário político polarizado e em ebulição, onde os candidatos tentam consolidar suas bases de apoio em meio a um clima de tensão institucional.
