Hackers da Coreia do Norte são os mais ativos em roubos de criptomoedas

Hackers da Coreia do Norte são os mais ativos em roubos de criptomoedas Especialistas afirmam que hackers norte-coreanos lideram roubos de criptomoedas, financiando programas de armamento do país. Hackers da Coreia do Norte, supostamente responsáveis pelo roubo histórico de US$ 6,3 bilhões da corretora de criptomoedas Binance, são considerados entre os mais prolíficos do mundo, segundo especialistas em segurança cibernética. Os recursos obtidos com esses crimes são utilizados para financiar programas de armamento do país. Grupo de Hackers “TraderTraitor” As empresas de investigação de blockchain TRM Labs e Chainalysis associam o roubo ao grupo de hackers conhecido como TraderTraitor. Esse nome foi mencionado em um alerta conjunto de 2022 do FBI, da CISA e do Tesouro dos EUA, que detalhava como esses hackers utilizavam softwares maliciosos e outras táticas para atacar desenvolvedores de software e equipes de TI em empresas de criptomoedas. Informações sobre roubos de criptomoedas De acordo com a Chainalysis, a Coreia do Norte já teria roubado pelo menos US$ 6,75 bilhões em criptomoedas até o final de 2025. Esse montante inclui US$ 1,5 bilhão da corretora ByBit, em fevereiro de 2025. O grupo também atacou a Bitget, levando US$ 387 milhões em setembro, o que eleva o total de criptomoedas roubadas pela Coreia do Norte para cerca de US$ 13,5 bilhões, conforme indicado por Michael Barnhart, pesquisador da empresa de segurança cibernética DTEX. A Binance está colaborando com outras entidades para congelar parte das criptomoedas roubadas, conseguindo localizar aproximadamente US$ 3 bilhões até o momento. Habilidades dos hackers norte-coreanos Barnhart descreveu o TraderTraitor como o “grupo de hackers mais competente da Coreia do Norte”, com foco no setor financeiro e formado por operadores experientes de programas cibernéticos do regime, anteriormente vinculados ao APT38. Pesquisadores afirmam que o grupo realiza ataques direcionados a desenvolvedores e equipes de TI em instituições financeiras, utilizando malware e ofertas de emprego falsas que levam os candidatos a baixar softwares maliciosos, permitindo o acesso a credenciais de login e dados confidenciais. Impacto e financiamento de armamentos Após os crimes, os hackers transferem o dinheiro para grupos de lavagem de dinheiro na China, conforme indicado por Barnhart. O FBI também revelou que hackers norte-coreanos buscam empregos em empresas de tecnologia e financeiras nos EUA e em outros países para arrecadar fundos que são enviados de volta ao governo norte-coreano, além de roubar dados confidenciais. O dinheiro arrecadado ajuda a financiar programas nucleares e militares. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA classificou o cibercrime norte-coreano como um “problema global”, alertando que o país utiliza essas atividades para contornar sanções internacionais e financiar seus programas ilegais de armas de destruição em massa. O líder norte-coreano Kim Jong Un enfatizou a necessidade de alcançar “superioridade absoluta” em tecnologias militares, e os lucros provenientes de roubos estão diretamente relacionados ao avanço de programas de drones e outras tecnologias do país. Barnhart também observou que a Coreia do Norte tem auxiliado os esforços de guerra da Rússia, financiando-os por meio do mesmo sistema de cibercrime.

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