Gelson Merísio coloca R$ 1 milhão do próprio bolso na campanha ao governo

O candidato ao governo de Santa Catarina Gelson Merísio (PSB) destinou R$ 1 milhão de recursos próprios para financiar sua campanha eleitoral. A transferência foi registrada na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral e colocou o candidato na liderança do ranking de autodoações entre os concorrentes ao Palácio Barriga Verde.

O valor chama atenção porque é superior ao patrimônio declarado por Merísio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na declaração apresentada à Justiça Eleitoral, o candidato informou possuir R$ 652.953,78 em bens — aproximadamente R$ 347 mil a menos do que o montante transferido para a própria campanha.

Merísio lidera autodoações

Com a transferência de R$ 1 milhão, Merísio passou a ocupar o primeiro lugar entre os candidatos ao governo de Santa Catarina em recursos próprios destinados às campanhas.

Até então, o maior valor registrado nessa modalidade era de R$ 533 mil, destinado pelo advogado tributarista Edvaldo Brito à chapa da qual participa como primeiro suplente do senador Jaques Wagner (PT), na Bahia.

Entre os concorrentes ao governo catarinense, o atual governador Jorginho Mello (PL) havia declarado uma autodoação de R$ 30 mil, segundo os dados disponíveis na prestação de contas eleitoral.

Candidato apoiado por Lula

Merísio disputa o governo catarinense pelo PSB e integra a coligação Coragem Para Mudar, formada por PSB, PDT, PSOL-Rede e a Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB. A candidatura conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A autodoação ocorre em um momento em que Merísio ainda busca ampliar seu espaço na disputa eleitoral. Pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto apontou 4% das intenções de voto para o candidato, enquanto Jorginho Mello aparece com 50% e João Rodrigues (PSD) com 17%.

A campanha de Merísio ainda poderá receber novos recursos e registrar outras movimentações financeiras até o encerramento do período de prestação de contas. Os dados oficiais podem ser acompanhados por meio do sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do TSE.