Flávio Bolsonaro fala em STF anti-aborto e cita o pai na Record

Durante entrevista exibida pelo programa Domingo Espetacular, da Record, neste domingo, 30, o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, abordou temas sensíveis da campanha, como a futura composição do Supremo Tribunal Federal (STF), o papel político de Jair Bolsonaro e a discussão em torno da escala de trabalho 6×1.

Propostas para o Supremo Tribunal Federal O candidato chamou a atenção para o fato de que o próximo presidente eleito poderá indicar até quatro novos nomes para a mais alta Corte do país até 2030, considerando vagas em aberto e aposentadorias compulsórias previstas. Sem adiantar nomes, Flávio afirmou que pretende selecionar “homens e mulheres comprometidos contra o aborto” e que “não usem a caneta contra ninguém”.

O papel de Jair Bolsonaro e pautas de segurança Questionado sobre o futuro de seu pai, o candidato reafirmou o compromisso com a anistia aos condenados pela trama golpista e declarou que, caso seja eleito, o ex-presidente atuará como seu conselheiro, podendo inclusive assumir um cargo de ministro, caso deseje.

Na área de segurança pública, Flávio reiterou que sua primeira medida como chefe do Executivo será classificar o Comando Vermelho, o PCC e as milícias como organizações terroristas. Ele também descartou interferência direta dos Estados Unidos, preferindo articular um pacto com vizinhos sul-americanos batizado de “escudo das américas” para combater o narcotráfico.

Posicionamento sobre a escala 6×1 e tecnologia Interrogado sobre a proposta de alteração da jornada de trabalho 6×1, que tramita no Congresso, o postulante ao Planalto evitou se opor diretamente à medida, mas ponderou que sua prioridade será “defender a liberdade do trabalhador escolher qual será a sua escala de trabalho”, criticando o que chamou de propostas eleitoreiras do atual governo.

Por fim, o candidato comentou sobre inovação e economia, defendendo a criação de uma governança digital baseada em inteligência artificial e a instalação de um data center soberano no Brasil para supervisionar a movimentação de recursos públicos.