Na madrugada de sábado (24), Francieli Aparecida de Lima, de 34 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, Celestino Guzatti, de 60 anos, em Vargem, Santa Catarina. O crime ocorreu na Avenida Marcos Ross e foi presenciado pelos cinco filhos menores de idade da vítima, que foram posteriormente levados pelo Conselho Tutelar.
Situação do crime
Francieli estava morando com as crianças na residência de uma amiga, que ofereceu abrigo à família. Por volta das 4h, Celestino invadiu a casa e exigiu que Francieli cancelasse a medida protetiva que ela havia solicitado contra ele. Segundo a amiga, que testemunhou a cena, Celestino ameaçou levar Francieli até Campos Novos para que ela fizesse o pedido de cancelamento.
Reação da vítima
Ao se recusar a atender ao pedido, Francieli foi puxada pelo braço e arrastada até o carro dele, que estava estacionado nas proximidades. Durante a discussão, ela caiu ao chão e, em seguida, Celestino disparou contra ela de três a quatro vezes antes de fugir do local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou a morte de Francieli ainda na cena do crime.
Investigações em andamento
Após o crime, a amiga de Francieli encontrou três cápsulas de munição calibre .38 em cima da geladeira e as entregou à polícia, temendo que a criança mais nova pudesse mexer nelas. A polícia confirmou que as cápsulas indicavam o uso de um revólver calibre .38.
Buscas pelo suspeito
Celestino fugiu em um Fiat Uno Fire verde metálico, com a lanterna traseira do lado do passageiro queimada. Ele teria seguido em direção a Lages. Equipes da Polícia Militar de Vargem, Abdon Batista e Celso Ramos estão em busca do suspeito, com apoio da Agência de Inteligência da PM em Campos Novos, mas até o momento, ele não foi localizado.
Histórico criminal
Celestino possui um histórico criminal com passagens por ameaças, porte irregular de arma de fogo, desacato, exercício arbitrário de suas razões e lesão corporal, além de já ter cumprido pena no sistema prisional. A Polícia Civil está tratando o caso como feminicídio.
Qualquer informação sobre o paradeiro de Celestino pode ser comunicada à Polícia Militar pelo número 190 ou ao Disque-Denúncia pelo 181, com a opção de anonimato.

