O dólar teve uma significativa queda e fechou a R$ 5,089, atingindo seu menor valor em um mês, em um dia marcado pela movimentação dos ativos locais e pela alta do petróleo, em razão das tensões no Oriente Médio.
Tendências do mercado
Durante o dia, o câmbio apresentou oscilações, variando entre R$ 5,1289 e R$ 5,0713. Com essa queda, a moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 7,28% em 2023, e uma queda de 1,82% nos cinco primeiros pregões de setembro, após um aumento de 2,16% em agosto.
Bolsa de Valores em alta
O Ibovespa também teve um desempenho positivo, subindo 1,20% e fechando a 187.366,84 pontos, o maior nível desde 4 de maio. Durante a sessão, o índice atingiu 189.487,70 pontos, com mínima de 185.207,66 pontos e um volume financeiro de R$ 29,76 bilhões. As ações da Petrobras, que são as mais negociadas no índice, acompanharam a valorização do petróleo, com as preferenciais subindo 2,08% e as ordinárias 2,36%. O fluxo de capital estrangeiro na bolsa brasileira se manteve positivo, com entrada líquida de R$ 3,9 bilhões nos três primeiros dias de setembro.
Alta do petróleo
Os contratos de petróleo subiram devido ao aumento das tensões no Oriente Médio e ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita. O barril do tipo Brent subiu 0,9%, alcançando US$ 97,92, enquanto o WTI avançou 1,7%, para US$ 93,03. Ambos os tipos de petróleo atingiram seus maiores preços de fechamento em vários meses, com a situação na Arábia Saudita aumentando as preocupações sobre o abastecimento na região do Golfo Pérsico.
Contexto geopolítico
Os ataques afetaram cidades no sul da Arábia Saudita e instalações de energia, intensificando as preocupações sobre o impacto nas rotas de transporte de petróleo. O Estreito de Ormuz, onde transitava cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo antes da intensificação do conflito, continua sendo uma área crítica de atenção.
Em resumo, o dólar fechou em queda e a bolsa subiu, com o cenário externo influenciando os mercados brasileiros.
