O dólar comercial encerrou a sexta-feira (23) cotado a R$ 4,993, fechando abaixo de R$ 5 e apresentando uma queda de 1,58% na semana. A bolsa brasileira também registrou alta no último dia útil antes do segundo turno das eleições presidenciais.
Tendências do mercado
Os investidores fizeram ajustes em suas posições antes da votação de domingo (25), enquanto as tensões geopolíticas no Oriente Médio influenciaram os preços do petróleo, que subiu mais de 3%. Este aumento marca o maior patamar desde abril.
Dados econômicos
O fechamento do dólar à vista foi de R$ 4,993, com uma desvalorização de 0,92% no dia. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 4,989, o que representa o menor nível desde 9 de outubro, quando foi cotada a R$ 4,985. Na comparação semanal, a divisa apresentou uma queda de 1,58%, após ter avançado 1,77% na semana anterior.
Investidores e expectativas
O movimento de queda do dólar ocorreu no dia anterior ao segundo turno das eleições, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL). O real se destacou como a moeda com melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo com a valorização do dólar no mercado internacional.
Ibovespa e movimentações do mercado
O índice Ibovespa, que representa a B3, fechou em alta de 0,47%, registrando 205.082,56 pontos e um volume financeiro de R$ 30,7 bilhões. Apesar do desempenho positivo na sexta-feira, o índice acumulou uma queda de 0,17% na semana, refletindo a cautela dos investidores em relação à eleição presidencial. Ao longo de outubro, o Ibovespa acumula uma valorização de 10,06%, enquanto em 2026, a alta chega a 27,28%. A alta das ações de empresas de petróleo e mineração também foi notável, acompanhando o avanço do petróleo e do minério de ferro.
Petróleo em alta
Os contratos futuros de petróleo registraram um aumento significativo, com o barril do tipo Brent alcançando o maior nível desde abril. O Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando a cotação em US$ 116,72, enquanto o WTI registrou um aumento de 3,82%, fechando a US$ 103,27. Na comparação semanal, os contratos do Brent e do WTI tiveram altas de 6,24% e 4,29%, respectivamente, devido ao aumento das tensões no Oriente Médio.
O aumento nos preços do petróleo é impulsionado por temores de novos conflitos na região, com o Irã advertindo sobre possíveis respostas a ataques dos Estados Unidos e de Israel. O Departamento de Energia dos Estados Unidos também autorizou medidas para estabilizar o abastecimento de combustíveis, dada a possibilidade de interrupções no mercado e perdas de estoques.

