Os deputados estaduais eleitos e reeleitos pelo Partido Liberal (PL) se reúnem na manhã desta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), para discutir a composição da Mesa Diretora e a distribuição de espaços nas comissões parlamentares. À noite, o grupo tem um jantar previsto com o governador Jorginho Mello (PL), na Casa d’Agronômica.
Nos bastidores, uma possível aproximação entre o deputado Camilo Martins e a deputada Ana Caroline Campagnolo movimenta as articulações em torno da presidência do Parlamento catarinense. Segundo informações do colunista Marcelo Lula, do SC em Pauta, Camilo teria apresentado a Campagnolo uma proposta para dividir o comando da Alesc, com dois anos de presidência para cada um ao longo dos quatro anos de mandato.
A proposta contrasta com a posição defendida por Campagnolo, que prefere um modelo com quatro presidentes, cada um permanecendo um ano no cargo. A alternativa abriria espaço para negociações com outras siglas, como MDB e Progressistas.
Modelos diferentes para a Mesa Diretora
De acordo com a análise publicada por Marcelo Lula, Camilo Martins vem ampliando sua articulação dentro do PL e conquistando apoios entre os integrantes da bancada. Apesar disso, a disputa ainda depende das conversas e dos acordos que serão construídos nos próximos dias.
Campagnolo, por sua vez, também conta com apoiadores dentro do partido e defende que sua votação expressiva deve ser considerada nas negociações pela presidência da Assembleia.
Os dois modelos em discussão têm consequências distintas para a composição política da Mesa Diretora. Caso prevaleça a proposta de quatro presidentes, com mandatos anuais, o deputado Fernando Krelling (MDB) permaneceria entre os nomes possíveis para comandar a Alesc. Já o modelo defendido por Camilo, com dois presidentes dividindo os quatro anos, poderia concentrar a presidência no PL.
Jorginho Mello acompanha as negociações
O governador Jorginho Mello, segundo informações de bastidores relatadas pelo colunista, tem acompanhado as articulações sem interferir diretamente na disputa até o momento. A avaliação atribuída a uma fonte é de que os próprios deputados devem definir os rumos da Assembleia, cabendo ao governo participar caso seja necessário.
Um fator que pode pesar nas negociações é a relação entre Jorginho Mello e Fernando Krelling. Conforme a coluna, o deputado do MDB é bem-visto pelo governo estadual, que considera o apoio recebido durante a campanha de reeleição do governador, apesar de o MDB estar aliado ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
As reuniões desta terça-feira devem ajudar a esclarecer os próximos passos da disputa, mas a definição da presidência da Alesc dependerá da evolução das conversas e da capacidade dos grupos de construir um acordo para a próxima legislatura.
