Câmeras mostram homem que foi matar ex em SC e morreu carbonizado

Imagens de câmeras de segurança registraram os momentos que antecederam a morte de Longino Dias Batista, de 48 anos, que invadiu um restaurante em Joinville, Santa Catarina, com um galão de combustível e fósforos para assassinar a ex-companheira. O ataque terminou com o agressor morto carbonizado e várias pessoas feridas.

A dinâmica do crime em Joinville O material visual analisado pelas autoridades mostra Longino caminhando em direção à Rua Fátima na manhã de sábado (29). Ele pretendia encontrar a mulher, que trabalhava como cozinheira no estabelecimento, mas ela não estava no local no momento da ação.

Ao entrar no imóvel, o homem trancou a grade de acesso com cinco pessoas presas no interior. Em seguida, começou a espalhar o líquido inflamável pelo salão do restaurante.

Luta corporal e fuga desesperada Funcionários e testemunhas tentaram conter o agressor ao perceberem que ele acenderia um fósforo, gerando uma luta corporal. Contudo, as chamas tomaram o ambiente rapidamente.

Enquanto dois proprietários quebraram a janela do banheiro para fugir pelos fundos — sofrendo queimaduras no processo —, as outras três pessoas presas precisaram ser salvas por moradores locais, que arrancaram a grade de proteção. Duas vítimas foram hospitalizadas com ferimentos graves, enquanto Longino não resistiu e morreu carbonizado.

Atuação das equipes de resgate e perícia A ocorrência mobilizou os Bombeiros Voluntários de Joinville, o SAMU, além da Polícia Militar e da Polícia Civil. Após o controle das chamas, a Polícia Científica recolheu vestígios, incluindo marcas de sangue e a carteira do suspeito, cujos laudos subsidiarão a investigação.

Histórico de violência e 44 passagens policiais O histórico do agressor revela gravidade: em 2024, ele já havia invadido a residência da cozinheira e desferido uma facada nas costas dela, além de ferir o filho da vítima que tentou defendê-la.

Apesar de ter sido preso por tentativa de feminicídio e homicídio, Longino respondia aos crimes em liberdade. A mulher havia mudado de endereço para escapar das perseguições. Natural de Anita Garibaldi e atuando como pedreiro, ele acumulava 44 passagens policiais em Santa Catarina.

Próximos passos da investigação A cozinheira alvo do plano criminoso não estava no estabelecimento e saiu ilesa, tendo sua identidade preservada por se tratar de um caso de violência doméstica.

A Polícia Civil agora aprofunda as apurações sobre os danos causados, o estado clínico dos feridos e os motivos pelos quais o homem permanecia solto apesar de responder por tentativa de feminicídio contra a mesma vítima.