Cães da Polícia Penal em SC: o trabalho de 30 policiais em um só

Um cão da Polícia Penal de Santa Catarina pode realizar o trabalho que seria necessário para 30 policiais. Essa afirmação é de Jonas Gabriel Cordeiro Rosa, supervisor e cinotécnico do canil da Polícia Penal, localizado em São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Os cães K9 são treinados para detectar drogas, armas de fogo e dispositivos eletrônicos, tornando-se fundamentais nas operações de segurança pública.

Estrutura do canil e formação dos cães

O canil integra a Divisão de Operações com Cães (DOC) da Polícia Penal. No momento, a equipe conta com dois cães adquiridos pelo Estado e outros que pertencem aos operadores, que os treinam em conjunto, formando uma parceria através de um termo de cooperação.

Treinamento sem contato com drogas

Jonas esclarece um equívoco comum sobre o treinamento dos cães: “Não tem contato nenhum com droga, não tem contato nenhum com odor, com compostos voláteis de substâncias ruins”. O faro é ensinado utilizando pseudo-odores, que são aromas sintéticos produzidos em laboratório para simular as substâncias que os cães devem encontrar.

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O método empregado é o reforço positivo, onde a equipe recompensa os comportamentos desejados com brincadeiras. “Eles fazem tudo pela bolinha”, afirma o supervisor.

Rotina dos cães no canil

A rotina diária dos cães se inicia às 6h e se estende até às 19h. As atividades incluem alimentação, limpeza, exercícios físicos e treinamento, com sessões programadas tanto pela manhã quanto à tarde. O canil exibe faixas e troféus que atestam o sucesso da equipe em competições de faro.

Tipos de cães e suas funções

Entre as raças utilizadas, o pastor belga malinois é considerado ideal para a função policial, devido à sua resistência e capacidade de trabalho intenso. O pastor alemão também é parte da equipe, conhecido por seu temperamento equilibrado. Recentemente, a divisão recebeu a Jack Russell Terrier chamada Chloe, que, apesar de seu pequeno porte, desempenha um papel significativo em atividades de cinoterapia e operações em locais como escolas e aeroportos.

A valorização dos cães na segurança pública

Jonas ressalta que ainda falta uma cultura canina no Brasil. Ele acredita que, ao reconhecer a importância dos cães como ferramentas valiosas, a sociedade perceberá como eles facilitam o trabalho dos policiais. “O odor não tem como fugir do cachorro”, reforça.

Para os que trabalham com os cães, a relação é muito mais do que profissional. Jonas destaca que, após plantões de 24 ou 48 horas, a interação com os cães proporciona renovação ao retornar para casa, onde são recebidos com carinho por suas famílias.