Augusto Cury propõe salário mínimo com inflação mais 1% ao ano

Durante sabatina na TV Globo, o candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, declarou que pretende reajustar o salário mínimo considerando a inflação somada a 1% de ganho real ao ano, caso seja eleito.

Valorização e fortalecimento da classe média

Segundo o presidenciável, essa política de valorização é fundamental para fortalecer a classe média brasileira. Cury estimou que o ganho real acumulado ao longo de quatro anos pode resultar em uma alta entre 50% e 60%. O candidato ressaltou que, mantendo o controle das contas públicas com responsabilidade, haverá margem para garantir pelo menos 1% de aumento real anualmente. Além disso, ele projeta que o piso nacional poderá atingir US$ 300 em um horizonte de oito a dez anos.

Saúde pública e posicionamento sobre o BNDES

No setor da saúde, Cury negou vínculos atuais com uma empresa de telemedicina da qual já foi sócio e esclareceu que não atua mais como embaixador da marca. Questionado sobre conflito de interesses na proposta de expandir o atendimento digital no Sistema Único de Saúde (SUS), ele garantiu que a experiência na área demonstra a viabilidade de um modelo eficiente e de baixo custo. Para o candidato, uma rede estruturada com inteligência artificial e médicos disponíveis 24 horas seria capaz de solucionar 80% dos casos. Ele também pontuou que o Conselho Federal of Medicine (CFM) precisará se atualizar frente às novas tecnologias.

No âmbito econômico, a proposta central envolve a divisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em duas instituições distintas: uma voltada para grandes empresas e outra focada em microempreendimentos, visando atender cerca de 10 milhões de microempresas no país.

Educação, Previdência e política externa

Em relação à educação, Cury garantiu que não planeja comercializar seus métodos de desenvolvimento emocional para a rede pública, propondo a disponibilização gratuita dos materiais sem obrigatoriedade de adoção. Mudanças curriculares, segundo ele, exigiriam debates com especialistas e o Conselho Nacional de Educação.

Sobre a Previdência, o candidato rejeitou categoricamente qualquer nova Reforma da Previdência, argumentando que a medida prejudicaria trabalhadores prestes a se aposentar. Para cobrir o déficit, a aposta seria o aumento da produtividade via robótica e inteligência artificial. Por fim, na política externa, Cury avaliou que o Itamaraty possui forte atuação em pacificação, mas precisa aprimorar sua capacidade comercial para promover o Brasil de forma mais inteligente no exterior.