Uma nova audiência na Justiça da Itália, realizada nesta quarta-feira (13), determinou que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) continue presa.
Zambelli alegou que estava se sentindo mal antes do início da sessão, mas continuou após ser examinada por um médico. O juiz perguntou se ela poderia participar da audiência, e ela disse que sim.
A parlamentar passará por uma perícia médica em 22 de agosto, decidiu o magistrado. Ele atendeu a um pedido da defesa. Uma nova audiência está prevista para sete dias depois.
Presa desde 29 de julho, Zambelli tenta deixar a prisão. A defesa solicitou à Justiça que ela responde em liberdade ou em prisão domiciliar.
A parlamentar chorava antes de entrar na sala. Ela vestia calça jeans e blusa cinza e estava visivelmente abatida, com os olhos cheios de lágrimas. O pai, João Hélio Salgado, 77 anos, conseguiu entrar na audiência (diferentemente da sessão anterior, no dia 1º de agosto, quando esperou do lado de fora).
Zambelli fugiu para a Itália após ser condenada a dez anos de prisão pelo STF. A decisão na Primeira Turma do Supremo foi por unanimidade (5 votos a 0), pelo caso da invasão hacker aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A deputada é defendida por três advogados: os irmãos Sammarco, Pieremilio e Angelo Alessandro, e Giuseppe Bellomo.
Advogado do caso Pizzolato depositou documentação para se constituir como defesa do Brasil. O advogado Alessandro Gentiloni é conhecido na AGU (Advocacia-geral da União) por ter representado, junto de seu pai, Michele Gentiloni, o Brasil na extradição de Henrique Pizzolato.




