Wall Street: lucros podem superar US$ 90 bilhões em 2026

As corretoras e bancos de investimento de Nova York estão a caminho de um ano excepcional, com lucros que podem exceder US$ 90 bilhões e bônus históricos para seus profissionais. Essa estimativa, que se baseia no desempenho do primeiro semestre de 2026, supera o recorde anterior de US$ 65,1 bilhões, conforme relatado pelo controlador do estado de Nova York, Thomas DiNapoli. O relatório analisa os lucros das operações de corretagem e distribuição de valores mobiliários das empresas ligadas à Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Desempenho excepcional

DiNapoli afirmou que esse desempenho deverá resultar em uma temporada de bônus recorde para os profissionais do setor financeiro no início do próximo ano, a menos que ocorra uma desaceleração econômica significativa. Ele, no entanto, não divulgou estimativas específicas sobre os valores dos bônus. Grandes instituições financeiras de Wall Street já reportaram receitas recordes em áreas-chave de negócios, impulsionadas pela volatilidade do mercado e pelo aumento da confiança em operações de fusões, aquisições e emissões. O Goldman Sachs, por exemplo, alcançou seu terceiro recorde trimestral consecutivo em receitas de negociação de ações.

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Contribuição para a economia

O primeiro semestre de 2026 foi o melhor em termos de desempenho para a indústria de valores mobiliários em Nova York, com um aumento de 68% nas receitas de subscrição e emissão de títulos, além de um crescimento de 16,4% nas atividades de supervisão de contas e assessoria financeira. O emprego no setor atingiu 207,4 mil postos em 2025, e espera-se que mais 5,3 mil vagas sejam criadas ao longo deste ano.

Aspectos fiscais

Os lucros também têm um impacto positivo nas finanças públicas, com a indústria contribuindo com pelo menos US$ 26,3 bilhões para o orçamento do estado de Nova York no ano fiscal de 2025-2026, representando um aumento de quase 29% em relação ao período anterior.

Considerações finais

Apesar do cenário otimista, o relatório alerta sobre riscos associados a conflitos globais, inflação e inteligência artificial, que podem afetar o setor e o estado. O documento destaca que a crescente contribuição da indústria para as bases tributárias da cidade e do estado torna uma possível desaceleração do setor um risco significativo para as finanças públicas e a economia regional.