A campanha de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por Santa Catarina enfrenta um momento de turbulência marcado por atritos internos no próprio partido e por dados desfavoráveis nas pesquisas de intenção de voto.
Na última semana, o ex-vereador pressionou a deputada federal Carol de Toni (PL) a desistir dos quatro principais debates entre os candidatos ao Senado, nos quais ela já havia confirmado presença. A parlamentar acabou cedendo às exigências e cancelando sua participação.
A tensão dentro do PL catarinense se intensificou após a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) publicar um vídeo ao lado de Carol de Toni. Na gravação, as duas aliadas pedem votos mutuamente, sem fazer qualquer menção a Carlos. A reação do ex-vereador foi republicar um vídeo do irmão, o senador Flávio Bolsonaro, no qual ele apela pelo fim das disputas internas na sigla no estado.
Resistência do eleitorado e risco nas urnas
Paralelamente aos conflitos partidários, os trackings internos da campanha de Carlos Bolsonaro acenderam o sinal de alerta. Apurações indicam um risco real de o candidato não conquistar uma das vagas em disputa para o Senado.
O principal obstáculo apontado pelos levantamentos é a pouca disposição de Carlos em debater pautas locais de Santa Catarina, o que tem gerado forte rejeição no eleitorado geral. Mesmo fora da bolha bolsonarista — onde a candidatura já enfrenta oposição —, predomina a avaliação de que o estado corre o risco de ficar sub-representado no Congresso Nacional caso ele seja eleito. Nesse contexto de desgaste, a candidatura do ex-governador Esperidião Amin ganha tração e reconfigura o cenário eleitoral catarinense.

