Uma briga entre a ex-namorada e a atual do mesmo homem resultou em agressões dentro de uma lanchonete no bairro Ingleses do Rio Vermelho, em Florianópolis, na tarde de quinta-feira (10). As três mulheres envolvidas sofreram lesões leves e foram autuadas por vias de fato e lesão corporal. O vídeo do incidente se espalhou rapidamente nas redes sociais.
Detalhes do incidente
O conflito começou por volta das 14h, na Rua Intendente João Nunes Vieira. Uma corretora de imóveis de 24 anos, residente no Rio Vermelho, estava na lanchonete quando chegaram a atual namorada de seu ex, de 25 anos, e a sogra dela, de 46 anos, que são moradoras dos Ingleses. A mulher de 25 anos é a atual parceira do ex-companheiro da corretora, enquanto a mais velha é a mãe dele. Todas são naturais de Florianópolis.
Versões conflitantes sobre a agressão
As versões sobre o início da briga divergem e ainda não foram confirmadas. A corretora de imóveis relatou à Polícia Militar que a atual namorada do ex chegou com a sogra e que ambas partiram para cima dela, levando-a a se defender. Por outro lado, a mulher de 25 anos alegou que foi ao local apenas para tomar café e que a sogra a reconheceu, levando a uma conversa com a ex, que teria iniciado a agressão.
A sogra, de 46 anos, não apresentou sua versão da história, pois passou mal durante a confusão e teve uma crise de ansiedade, sendo atendida pelo Corpo de Bombeiros no local.
Ações da polícia e consequências
Funcionários da lanchonete intervieram para separar as mulheres e interromper a briga. A Polícia Militar encontrou a situação tumultuada, com a corretora do lado de fora e as outras duas dentro do estabelecimento. Duas viaturas foram enviadas e o atendimento se estendeu até o início da noite.
As três mulheres, que apresentaram lesões leves, não foram presas e permaneceram no local, sendo liberadas após receberem orientações dos policiais. O proprietário do local entregou o vídeo do incidente às autoridades, que foi anexado ao registro da ocorrência.
O caso foi registrado como vias de fato e lesão corporal leve dolosa, com todas as mulheres figurando simultaneamente como autoras e vítimas, já que cada uma acusa as outras. Nenhuma delas decidiu até o momento se irá representar criminalmente contra as demais, tendo um prazo de seis meses a partir da data do fato para tal. O incidente não foi classificado como violência doméstica.
Considerando que se trata de uma infração de menor potencial ofensivo, as envolvidas respondem em liberdade e devem ser ouvidas em juizado especial criminal, sem a necessidade de abertura de inquérito.
