O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o primeiro candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 a declarar oficialmente doações de pessoas físicas para sua campanha.
Até as 11h30 desta quarta-feira (19), a candidatura de Lula havia registrado R$ 500 em doações, conforme os dados disponíveis no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Do total, R$ 300 foram doados por José de Filippi Júnior, engenheiro e político filiado ao PT, que já foi prefeito de Diadema (SP), deputado estadual e deputado federal. Ele também ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde durante a gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo.
Os outros R$ 200 foram destinados por Deivid Ferreira Couto, que já trabalhou como assessor parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Veterinário investe R$ 290 mil na própria candidatura
Enquanto Lula começou a campanha com pequenas contribuições de apoiadores, o candidato Wilson Grassi, do Democrata, declarou um aporte de R$ 290 mil de recursos próprios para financiar sua campanha à Presidência.
Grassi é médico veterinário e declarou ao TSE patrimônio de R$ 50 milhões. O valor informado como investimento na própria campanha representa uma parcela de seus bens declarados.
Outro presidenciável que já declarou recursos para a campanha é Romeu Zema (Novo). O candidato informou ter recebido R$ 1,7 milhão provenientes do fundo partidário.
Até o momento considerado no levantamento, os demais candidatos à Presidência ainda não haviam registrado doações de pessoas físicas no sistema da Justiça Eleitoral.
Doações precisam ser identificadas
Nas eleições de 2026, as doações de pessoas físicas continuam submetidas às regras de fiscalização da Justiça Eleitoral. O TSE determinou que a identificação do doador seja mantida, inclusive nas contribuições realizadas por Pix.
Os dados sobre arrecadação, gastos e origem dos recursos são disponibilizados no sistema DivulgaCandContas, permitindo o acompanhamento público da movimentação financeira das campanhas.
A diferença entre os primeiros registros também chama atenção: enquanto Lula iniciou a arrecadação com R$ 500 em doações de terceiros, Wilson Grassi declarou R$ 290 mil de recursos próprios, e Zema já aparece com R$ 1,7 milhão em recursos partidários.




