Um jovem de 13 anos, que foi baleado na cabeça em Chapecó no dia 12 de outubro de 2026, recebeu atendimento vital através do Programa de Transfusão Pré-Hospitalar de Sangue Total. A equipe do Aeromédico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou a transfusão imediatamente ao chegar ao local e, em seguida, transportou o paciente ao Hospital Regional do Oeste (HRO), onde recebeu alta na terça-feira (20). O jovem se recupera bem.
Importância do Programa
Este caso gerou grande repercussão em Santa Catarina, com o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, ressaltando a importância do trabalho conjunto dos serviços de saúde. A transfusão de sangue foi fundamental para estabilizar a condição do paciente, demonstrando a eficácia do Sangue Total em emergências. “A alta é motivo de alegria e mostra como a transfusão pode ser decisiva em atendimentos a pacientes graves”, afirmou Demarchi.
Efeitos da transfusão
Durante o atendimento, a transfusão foi crucial para controlar os sinais de choque resultantes da perda significativa de sangue. Juntamente com outras intervenções, como intubação e administração de medicamentos, a transfusão garantiu que o jovem chegasse ao hospital com os sinais vitais estabilizados.
Colaboração em emergências
O médico de voo do SAMU Aeromédico e coordenador médico da Região Extremo Oeste, Luan Ricardo Carlesso, destacou a importância do Sangue Total, afirmando que “foi essencial para a estabilidade do paciente durante o transporte ao hospital”.
Dados do Programa
Atualmente, o Programa Sangue Total está disponível em várias regiões de Santa Catarina, incluindo Grande Florianópolis, Blumenau, Chapecó, Lages e Criciúma. Desde a sua implementação, já beneficiou 198 pacientes com transfusões de sangue. O programa é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o SAMU, o HEMOSC, o Batalhão de Operações Aéreas (BOA) do Corpo de Bombeiros e o Serviço Aeropolicial (SAER-FRON) da Polícia Civil.
Referência nacional
Santa Catarina é pioneira na implementação do Sangue Total no Brasil, conforme destacou a diretora-geral do HEMOSC, Patrícia Carsten. O sistema permite a realização de transfusões em situações críticas, reduzindo os efeitos da hemorragia e aumentando as chances de sobrevivência.
