Superávit da balança comercial brasileira é de US$ 7,74 bilhões em setembro

A balança comercial do Brasil alcançou um superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do superávit registrado em setembro de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões. Esse resultado positivo foi facilitado pelo aumento das exportações, que cresceram 12,9% no período, conforme os dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Desempenho das exportações

O aumento no superávit foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, além do agronegócio e da indústria de transformação. O superávit registrado em setembro é o segundo maior para o mês, ficando atrás apenas do valor de setembro de 2023, que foi de US$ 9,18 bilhões.

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Principais números da balança

– Superávit: US$ 7,74 bilhões (+146,4% em relação a setembro de 2025) – Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%) – Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%) – Corrente de comércio: US$ 61,09 bilhões (+8%)

A corrente de comércio, que é a soma das exportações e importações, atingiu US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para qualquer mês, perdendo apenas para junho deste ano, que teve US$ 61,99 bilhões.

Crescimento por setores

As exportações mostraram crescimento em diversos setores, com destaque para: – Indústria extrativa: US$ 9,44 bilhões (+39,8% em comparação a setembro de 2025) – Indústria de transformação: US$ 17,67 bilhões (+5,3%) – Agropecuária: US$ 7 bilhões (+4,8%)

Entre os produtos destacados estão o petróleo bruto e o minério de cobre, com aumentos significativos nas exportações. O petróleo teve um crescimento de 77,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionado pelo aumento na produção e pelos preços, que subiram 24,7% devido a tensões no Oriente Médio.

Destinos das exportações

As vendas externas para a maioria dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apresentaram aumento, apesar das tensões comerciais. As exportações para os EUA subiram 31,9% em setembro, mesmo com a implementação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No entanto, no acumulado do ano, houve uma queda de 6,5%.

Importações

As importações brasileiras mostraram um leve recuo de 2,4% em setembro, com uma queda significativa nas compras de bens de capital e bens intermediários. Os dados são: – Bens de capital: US$ 4,1 bilhões (-29,8%) – Bens intermediários: US$ 14,9 bilhões (-2,4%) – Bens de consumo: US$ 4,3 bilhões (+11,5%) – Combustíveis: US$ 3,4 bilhões (+41,2%)

O recuo nas importações de bens de capital deve-se à desaceleração econômica, influenciada pelos altos juros, que têm impactado os investimentos na indústria.

Acumulado do ano

No total acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou um superávit de US$ 62,4 bilhões, com as exportações somando US$ 264,65 bilhões (+10,4%) e as importações US$ 222,26 bilhões (+5%).

Projeções futuras

Apesar do desempenho positivo das exportações, o Mdic revisou para baixo suas projeções para 2026, reduzindo a expectativa de superávit da balança comercial de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo assim, esse valor ainda seria o segundo maior desde 1989, perdendo apenas para o resultado de 2023, que foi de US$ 98,8 bilhões.

As previsões de exportações também foram ajustadas, passando de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, enquanto as importações foram revisadas de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões. Essas estimativas se mostram mais otimistas do que as de instituições financeiras, que preveem um superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para este ano.