São José coloca máquinas na rua para acelerar limpeza e conservação urbana

Onde antes era preciso mais tempo e esforço manual, agora a tecnologia entra em cena para ajudar a manter São José limpa. A Prefeitura vem ampliando o uso de equipamentos mecanizados na rotina de conservação urbana e, nesta semana, colocou em operação duas frentes que unem máquinas e trabalhadores para combater o crescimento da vegetação e acelerar a limpeza das ruas e calçadas.

Em Forquilhas, a Rua Gilberto Gerlach, no Loteamento Lisboa 3, recebeu a operação de capina elétrica. Já no Centro Histórico, uma equipe mecanizada atua nas ruas com lajotas utilizando três minicarregadeiras Bobcat, equipadas com diferentes implementos para capinar, varrer, raspar e recolher resíduos.

A estratégia faz parte do trabalho permanente de manutenção coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e busca aumentar a produtividade sem abrir mão do trabalho das equipes que atuam diariamente nos bairros.

Energia contra o mato

A capina elétrica utiliza descargas elétricas controladas para atingir a vegetação. A corrente passa pela planta e chega às raízes, reduzindo a possibilidade de rebrota e proporcionando um efeito mais prolongado. O equipamento é especialmente indicado para locais onde a vegetação costuma crescer com maior frequência, como meios-fios, ruas de paralelepípedo e áreas públicas.

Segundo o secretário de Infraestrutura, Júlio Cesar da Silva, a tecnologia representa um ganho importante para a execução dos serviços. “Estamos percebendo várias vantagens, como maior produtividade, durabilidade do tratamento e menor necessidade de mão de obra. A expectativa é que a produtividade seja até 10 vezes maior que a capina manual, com resultados três vezes mais duradouros.”

Fornecido pela empresa Zasso do Brasil, o equipamento transforma energia mecânica em energia elétrica de alta potência e aplica pulsos diretamente sobre as plantas. A estimativa é de que a máquina possa avançar aproximadamente cinco quilômetros por dia.

Depois da aplicação, a vegetação perde gradualmente a vitalidade e seca. A etapa seguinte fica por conta das equipes de limpeza, responsáveis pela retirada do material.

Outro diferencial é que o método dispensa o uso de herbicidas, evitando a aplicação de produtos químicos no controle da vegetação e contribuindo para a preservação do solo, da água e da fauna urbana.

Três pequenas máquinas, um grande reforço

Se a capina elétrica atua diretamente sobre a vegetação, as três minicarregadeiras Bobcat ampliam a capacidade das equipes em outro tipo de serviço: a limpeza mecanizada.

Compactas e versáteis, as máquinas conseguem acessar locais onde equipamentos maiores encontram dificuldades. Cada uma pode receber diferentes implementos e, atualmente, as três trabalham simultaneamente com capinadeiras, vassouras de aço e caçambas, em conjunto com os profissionais responsáveis pela varrição.

O trabalho mecanizado permite alcançar uma produtividade de até 1,5 quilômetro por dia, inclusive em loteamentos e áreas mais extensas. Desde a aquisição, os equipamentos já passaram por praticamente todos os bairros de São José.

Entre os implementos, um dos que mais se destaca é a vassoura rotativa, capaz de varrer, raspar e recolher resíduos. O funcionamento lembra o de um aspirador industrial, mas adaptado à escala e às necessidades da manutenção urbana.

“As Bobcats chegaram para auxiliar os varredores e otimizar o serviço”, explica o diretor operacional geral da Secretaria de Infraestrutura, Valdenir Israel da Cunha, o Lelo Guerreiro. Movidas a diesel e equipadas com cabines projetadas para proporcionar mais conforto aos operadores, as minicarregadeiras passaram a integrar a rotina de manutenção como ferramentas para aumentar a produtividade e reduzir o tempo de execução dos serviços.

Calçadas também entram na rota

Enquanto as máquinas avançam pelas ruas, outra frente trabalha diariamente na limpeza dos espaços destinados aos pedestres. A Operação Calçada Limpa mantém uma rotina permanente de lavação, higienização e conservação, especialmente nos bairros Kobrasol e Campinas.

Os serviços acontecem de segunda a sábado, das 4h às 10h, período escolhido para permitir que as equipes trabalhem antes do aumento do movimento de pedestres e veículos.

Por dia, entre 14 e 16 calçadas recebem serviços de limpeza e higienização. A operação utiliza aproximadamente 20 mil litros de água de reuso, não potável, além de detergentes e desinfetantes.

O trabalho conta com um caminhão hidrojato de grande porte, com capacidade superior a 20 mil litros, além das equipes responsáveis pela limpeza e conservação. Para Lelo Guerreiro, o serviço tem uma dimensão que vai além da aparência das ruas. “Esse trabalho não é apenas de estética. É saúde, segurança e dignidade. As calçadas são locais de passagem, mas também de convívio, e precisam estar em boas condições para todos.”

Tecnologia e trabalho lado a lado

A combinação de equipamentos mecanizados com o trabalho das equipes permite que São José amplie a capacidade de manutenção sem substituir quem está diariamente nas ruas. As máquinas entram como aliadas para enfrentar tarefas que exigem força, alcance e produtividade, enquanto os trabalhadores conduzem, complementam e finalizam os serviços.

Da capina elétrica à vassoura rotativa, passando pela higienização das calçadas, a manutenção urbana ganha novas ferramentas para acompanhar uma cidade que cresce e exige cuidados permanentes.

São José limpa, cuida e avança — com tecnologia onde ela pode acelerar o serviço e com gente onde o trabalho faz a diferença.