PSD teme que candidatura de João Rodrigues não decole em Santa Catarina

JOão Rodrigues em coletiva (Foto: Jéssica Hemsing/ND Mais)

Uma comitiva do PSD aqui no Estado foi a São Paulo no final de semana para um jantar na residência do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Além das questões paroquiais sobre a eleição em Santa Catarina, como detalhes da futura campanha, também houve uma conversa com o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.

A comitiva, que teve entre os seus integrantes o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, o ex-governador e pré-candidato a deputado federal, Raimundo Colombo, o presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD) e a suplente de deputada Marlene Fengler (PSD), combinou com Caiado uma agenda de três dias neste mês de maio aqui no Estado.

Dessa forma, os pessedistas abraçam Caiado a pedido de Kassab. Mesmo sendo uma orientação partidária — o que pode ter deixado o projeto do PSD catarinense sem alternativa —, para a realidade de Santa Catarina, que vem de duas eleições verticalizadas, ou seja, com forte influência dos pleitos nacionais, a estratégia parece não ser das melhores. O ex-governador de Goiás está muito distante dos dois principais pré-candidatos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que começam a polarizar o cenário. Isso dará uma boa vantagem, caso se repita a influência nacional, ao governador Jorginho Mello (PL) e ao ex-deputado Gelson Merisio (PSB).

Portanto, ou os pessedistas tentam levar a eleição para um debate mais estadualizado, comparando gestão e fazendo críticas ao governo, onde poderão gerar dificuldade a Jorginho, ou, diante de um cenário nacionalizado, terão que trabalhar muito para conquistar um eleitor que foi abduzido pela polarização.