A executiva estadual do Progressistas deve se reunir hoje, às 14h, para discutir a eleição deste ano e o posicionamento do partido. A ideia do encontro partiu de uma conversa na Casa d’Agronômica, no final da semana passada, quando o presidente Leodegar Tiskoski, o secretário-geral Aldo Rosa e o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, teriam prometido ao governador Jorginho Mello (PL), segundo relatos de algumas fontes, que hoje seria feito um anúncio de apoio. Também há a informação de que o deputado estadual Pepê Collaço seria favorável a esse posicionamento.
A leitura de algumas fontes ligadas ao partido é de que Rosa, Tiskoski e Dreveck estão fazendo de tudo para entregar o Progressistas para o governador, mesmo que seja necessário sacrificar o projeto de reeleição do senador Esperidião Amin. “Eles sempre defenderam o Amin. Agora, vão largar o Amin na estrada? O Aldo Rosa está traindo o Amin?”, questionou uma liderança.
A provocação da fonte faz sentido pelo fato de que o senador não é favorável à ideia de disputar a reeleição em uma chapa avulsa, colado no PL. Tanto é verdade que Esperidião Amin já teria dado puxões de orelha em Aldo Rosa e até mesmo em Silvio Dreveck, que na semana passada declarou apoio a Jorginho.
Outro ponto desse novo cenário de disputa no Progressistas é que Amin avisou que qualquer deliberação somente ocorrerá na convenção. Vale lembrar que qualquer definição unilateral não é permitida em uma federação. A decisão terá que ser debatida com o União Brasil, que tem em seu presidente estadual, deputado Fábio Schiochet, o coordenador da federação em Santa Catarina. Ele está alinhado ao projeto do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Portanto, qualquer decisão, seja a favor de Rodrigues ou de Jorginho, somente será tomada em conjunto.




