PL de Jorginho Mello prevê eleger 14 deputados estaduais em outubro

As projeções para o Partido Liberal na próxima legislatura na Assembleia Legislativa de Santa Catarina são de cerca de 14 cadeiras. Isso se deve ao número 22, em um estado predominantemente de direita, além da forte nominata que está sendo montada para a eleição. Além disso, caso o governador Jorginho Mello se reeleja, é possível que até quem ficar na décima sétima posição em número de votos no partido possa ser chamado, já que alguns eleitos poderão ter a oportunidade de assumir cargos no Executivo.

Não havendo a reeleição de Jorginho, mesmo assim o líder dos liberais terá um forte poder de influência pelo provável desempenho que o seu partido terá na eleição à Alesc. Porém, independentemente do resultado da eleição, Jorginho terá alguns problemas difíceis de administrar.

O primeiro iniciará no pleito, na disputa entre candidatos liberais. Poderemos ter uma eleição sangrenta dentro do partido por causa de uma divisão nacional que já começou a refletir aqui no estado, motivada pela disputa entre Eduardo Bolsonaro e o deputado federal de Minas Gerais Níkolas Ferreira (PL) pela liderança nacional da militância. A tendência é que haja uma clara divisão entre os bolsonaristas aqui no estado, formada pelo grupo de Níkolas contra o grupo de Eduardo.

Além da questão nacional, Jorginho, na condição de presidente estadual do PL, independentemente de ser governador ou não em 2028, terá dificuldade de pacificar disputas regionais em ano de eleição municipal. A chamada “bota pra dentro” já tem sido motivo de reclamações de lideranças do partido. Municípios como Blumenau e Criciúma, por exemplo, viraram uma junção de desafetos, e cada qual tem seus interesses, tanto para a eleição deste ano como para o pleito municipal de 2028. Se, por um lado, o PL consegue construir uma nominata com potencial de eleger muitos nomes, por outro, o partido se tornou uma bomba-relógio, que poderá ser acionada por disputas de alas e também por diferenças regionais.