No terceiro dia de buscas pelo menino de 10 anos que desapareceu no mar de Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, seu pai continua à beira da praia, observando atentamente as operações de resgate.
O garoto, que é natural do Haiti e reside no bairro Itacolomi, entrou no mar no último domingo (20), em um dia ensolarado e com a praia lotada. Ele foi arrastado por uma onda em frente ao Posto 7 de guarda-vidas, na altura da Rua 3500.
Apesar das tentativas imediatas dos salva-vidas, não foi possível resgatar a criança. Desde então, o Corpo de Bombeiros Militar tem atuado em três frentes: na areia, no mar, utilizando jet skis e embarcações, e com apoio aéreo de um helicóptero da Polícia Militar.
As buscas são suspensas ao anoitecer e reiniciadas no dia seguinte. Condições climáticas adversas As condições climáticas têm dificultado as buscas.
Nesta terça-feira, ventos fortes, chuvas esporádicas e um mar agitado, com a presença de detritos trazidos pelos rios, reduziram a visibilidade na água. Um voluntário que participa das buscas com um drone relatou dificuldades em operar o equipamento devido ao vento e à chuva, mencionando que cada objeto avistado na água traz esperança temporária, mas frequentemente se revela algo sem importância, como troncos ou galhos.
Sentimentos à beira-mar
O voluntário também observou a cena emocional na praia, onde o pai do menino aguarda por notícias, compartilhando a dor de outra família na mesma situação. Imagens do pai, visivelmente angustiado, circulam nas redes sociais, gerando uma onda de apoio à família.
Na segunda-feira (21), ele foi filmado demonstrando desespero, amparado por pessoas que estavam à sua volta.
Situação do menino e continuidade das buscas
O Corpo de Bombeiros trata o caso como afogamento e, até o momento, o menino permanece desaparecido. As operações de busca continuam na área em frente ao bairro Itacolomi, com a esperança de que em breve haja uma atualização sobre seu paradeiro.
