Operação da Polícia Penal apreende itens em complexo prisional de SC

Nesta sexta-feira (11), uma operação da Polícia Penal mobilizou mais de 100 agentes no maior complexo prisional de Santa Catarina, localizado em São Pedro de Alcântara, na região da Grande Florianópolis. A fiscalização resultou na apreensão de um celular, dois fones de ouvido e um cabo USB.

H2: Detalhes da operação

A ação contou com a participação do Núcleo de Operações Táticas (NORT), da Diretoria de Operações com Cães (DOC), do Grupo Tático de Intervenção (GTI), do Núcleo de Inteligência Penitenciária (NIPE) e do Núcleo Regional de Inteligência (NURI), além de servidores das unidades prisionais da Capital e de São Pedro de Alcântara. A operação foi um desdobramento das atividades iniciadas na quinta-feira (10), quando agentes apreenderam diversos aparelhos celulares e acessórios eletrônicos no mesmo complexo.

Outro aspecto relevante

A primeira apreensão, divulgada anteriormente, evitou a entrega de uma grande carga de materiais a líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), a principal facção criminosa do estado. Durante a ação, foram confiscados cerca de 24 telefones, 25 carregadores, chips de operadora com recarga, cabos USB, fones de ouvido e cerca de 50 porções de maconha e fumo. O material seria introduzido por meio de uma das oficinas de trabalho da unidade.

H3: Ferramentas de ocultação

Além dos itens eletrônicos, a carga incluía cinco frascos de cola instantânea, cinco caixas de massa epóxi e lâminas de serra, que podem ser usados para criar compartimentos ocultos, tornando mais difícil a detecção em revistas comuns. As varreduras realizadas nos dias subsequentes visam identificar esses esconderijos, utilizando cães e equipes táticas.

A Polícia Penal relatou que essas operações são fruto de um trabalho de inteligência que detectou informações sobre a possível entrada irregular de materiais no complexo prisional, envolvendo uma pessoa ligada a uma empresa que presta serviços dentro da unidade.

H3: Impacto da operação

Embora a apreensão desta sexta-feira tenha sido menor em comparação à anterior, isso se deve ao foco da operação. Na quinta-feira, o objetivo foi interromper a entrada de uma carga completa, enquanto na sexta-feira foram encontrados itens avulsos durante a revista. O material apreendido passará por processos de identificação e análise, e as circunstâncias do caso continuam em investigação.

São Pedro de Alcântara é conhecido como o maior complexo prisional de Santa Catarina, abrigando membros proeminentes do PGC. É de dentro dessas instalações que são emitidas ordens de tráfico e ações criminosas, com os celulares desempenhando um papel crucial. O valor de um celular no mercado interno do sistema prisional varia entre R$ 30 mil e R$ 60 mil, e a apreensão da quinta-feira representou um prejuízo estimado de cerca de R$ 1 milhão à facção.

A penitenciária do município também é um importante polo de trabalho, com cerca de 500 presos empregados em cinco empresas conveniadas, permitindo o fluxo diário de insumos e peças. A Polícia Penal mantém um trabalho constante de inteligência e fiscalização para evitar a entrada de materiais ilícitos nas unidades prisionais.