Ministro Jorge Messias critica Flávio Bolsonaro sobre CNBB

O advogado-geral da União, Jorge Messias, manifestou forte desapreço às declarações de Flávio Bolsonaro, que alegou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teria colaborado com o PT para disseminar uma notícia falsa sobre a retirada de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil.

A resposta de Messias

Em sua conta nas redes sociais, Messias destacou que a CNBB tem sido alvo de “ataques e agressões” sem fundamento. Ele ressaltou a importância da CNBB na promoção de um ambiente respeitoso entre as diversas crenças religiosas, afirmando que a instituição desempenha uma missão crucial junto à comunidade católica e contribui para a construção de uma sociedade democrática.

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Desdobramentos da polêmica

As declarações de Flávio Bolsonaro, feitas durante um evento em Goiânia, provocaram uma repercussão significativa nas redes sociais, resultando em quase 1 milhão de menções à fake news em um curto período. A associação entre o senador e o boato foi impulsionada por uma postagem de um influenciador digital, levando a uma série de ações judiciais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) chegou a determinar a remoção de publicações relacionadas ao caso, mas a decisão foi revertida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que alegou a necessidade de proteger a liberdade de expressão.

Nota da CNBB

A CNBB também se manifestou, afirmando que não participou da divulgação de informações falsas e reiterando que não faz parte de estruturas político-partidárias. A nota ressaltou que suas declarações durante o período eleitoral são guiadas por sua missão pastoral e princípios de dignidade humana, bem como pelo bem comum e pela democracia.

O contexto da controvérsia

A controvérsia teve início após uma reportagem que supostamente relacionava a CNBB a um movimento para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, a própria fonte da informação corrigiu seu erro, esclarecendo que a proposta havia sido apresentada em 2007 e arquivada em 2008. Apesar da correção, o boato persistiu e se espalhou nas redes sociais, levando à necessidade de medidas legais e declarações públicas de defesa por parte dos envolvidos.

Messias finalizou sua declaração reafirmando a importância da CNBB e condenando a disseminação de notícias falsas, destacando a necessidade de um diálogo respeitoso entre as diferentes crenças religiosas.