A arquiteta Carolina Pellenz desenvolveu um living de 83 m² integrado à suíte que se destaca pelo uso de materiais com história, peças de design brasileiro e elementos naturais, buscando responder à questão de como um ambiente pode manter seu valor ao longo dos anos.
Materiais com história
Um dos principais elementos do projeto é a madeira do teto, proveniente da sobra de uma igreja, que foi reaproveitada. As réguas finas de madeira natural não só criam uma atmosfera acolhedora, mas também remetem a épocas passadas, contribuindo para o caráter atemporal do espaço.
Banheiro com mármore fóssil
No banheiro, o mármore fóssil marrom é o grande destaque, apresentando fósseis visíveis e padrões irregulares. A proposta da arquitetura é valorizar essas características, transformando o que poderia ser visto como imperfeição em um elemento identitário do ambiente. O espaço também inclui pedra Moledo Corten, porcelanatos de grandes formatos e revestimentos minerais, com uma paleta de tons terrosos que incorpora paredes marrons e metais pretos.
A identidade brasileira no design
A Casa Permanência reflete um modo de habitar que valoriza a identidade brasileira. Essa essência é percebida na mescla de materiais, no artesanato e na valorização da produção regional. Carolina Pellenz destaca que cada elemento, desde as obras de arte às texturas, foi escolhido para contar uma história, revelando a riqueza da arquitetura e design brasileiros.
Obras de arte e mobiliário autoral
A base neutra do espaço é enriquecida por obras da artista catarinense Camila Saavedra, criadas especialmente para o projeto. O mobiliário traz peças de renomados designers brasileiros, incluindo Jader Almeida e Ronald Sasson, além de objetos de Sui Objetos e Heloísa Galvão. A produção local é evidenciada nas esculturas de madeira do Studio Cacto e nos tapetes artesanais da RCK.
Sustentabilidade em foco
A preocupação com a sustentabilidade é uma prioridade no projeto. O piso foi instalado de forma que possa ser reaproveitado após a CASACOR, e as pedras serão transformadas em retalhos. Materiais como vidro, PVC e alumínio foram escolhidos por seu potencial de reciclagem, e fornecedores locais foram priorizados para valorizar a mão de obra da região.
A proposta biofílica é complementada pelo paisagismo tropical, desenvolvido em colaboração com o Grupo Le Nôtre, que traz a natureza para mais perto do interior, enquanto a iluminação quente ressalta as texturas e obras de arte do ambiente.

