O Tribunal do Júri de Florianópolis sentenciou Simone Saturnino, identificada como uma das líderes do tráfico no Morro do Horácio, a 24 anos, um mês e dez dias de prisão em regime fechado. O julgamento ocorreu na quinta-feira (5) e teve duração de 11 horas.
Crime e condenação
De acordo com o Ministério Público, Simone liderava uma facção criminosa que atua nos morros do Horácio e Mocotó, no complexo do Morro da Cruz. Ela foi considerada mandante da execução de um homem suspeito de roubar drogas do grupo, recebendo condenação por homicídio duplamente qualificado e organização criminosa.
O assassinato ocorreu em 3 de abril de 2024, por volta das 17h30, na Rua Professor Aníbal Nunes Pires, no Morro do Mocotó. A vítima foi sequestrada no Morro do Horácio por três homens em uma caminhonete furtada e levada para a comunidade vizinha, onde foi morta a tiros e enterrada em uma cova rasa, com partes do corpo destruídas.
Outras acusações e sentenças
Simone também enfrentava acusações de receptação, destruição de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo, mas os jurados a absolveram desses crimes. Uma das qualificadoras do homicídio foi retirada durante o julgamento.
Dos três executores envolvidos no crime, dois já foram condenados: um recebeu 38 anos, nove meses e dez dias de reclusão por homicídio triplamente qualificado e outros delitos, enquanto o segundo foi sentenciado a quatro anos e oito meses por organização criminosa. O terceiro executor enfrentará o júri no dia 19 de novembro. Todos têm direito a recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Histórico criminal e repercussão
Simone Saturnino já havia sido presa em 2013, em Itajaí, e foi capturada novamente em novembro de 2025, em Mesquita, na Baixada Fluminense, após anos foragida. Contra ela existiam mandados de prisão por associação para o tráfico, porte ilegal de arma e homicídio qualificado.
Em um vídeo divulgado pelo 4º BPM, foi mencionado que Simone teve papel crucial na execução de ordens de ataques em Santa Catarina entre 2012 e 2013, além de estar ligada à morte de um policial militar em 2016. O soldado Vinícius Alexandre Gonçalves foi baleado durante uma operação no Morro do Horácio e faleceu no hospital.
A força policial reafirma seu compromisso em localizar foragidos como Simone, que, segundo eles, “jamais será esquecida”.
