Jorginho sonha com MDB e PP na coligação e se aproxima de Joinville

0

Em busca da reeleição, o governador Jorginho Mello (PL) defende o fim da reeleição. Em entrevista para o programa Joinville em Foco, na 89 FM, o governador esteve acompanhado do prefeito Adriano Silva (Novo) e aproveitou para dizer que ainda sonha com o MDB e a Federação União Progressista na sua coligação.

Jorginho ainda falou do projeto Via Mar, da estadualização do Hospital São José, da renúncia de Adriano Silva , do pedido de estadualização de rodovias federais 280, 470 e 282, além da briga e do pedido de cassação do vereador Cleiton Profeta. A extensa agenda na última sexta-feira (06) encerrou com evento na Câmara de Vereadores, onde recebeu o título de cidadão honorário em uma iniciativa do vereador William Tonezi (PL)

A partir de agora Adriano e Jorginho serão companhias frequentes até a eleição de outubro.

Político que defende eleição única e limite de mandato

O governador que busca a reeleição é justamente contra a reeleição. Defende eleições únicas no país e mandato de cinco anos. “Sou defensor de eleição única e também estabelecer limite para mandatos no legislativo”, argumenta. Jorginho diz estar tranquilo com a definição mesmo antecipada da sua chapa à reeleição. Com a definição de todos os pré-candidatos, com o vice Adriano Silva e Caroline De Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado.

Governador ainda quer MDB e PP e pede para não embarcar em “projeto aventureiro”

O governador Jorginho Mello revelou que ainda quer atrair o MDB e o PP. Considera que os dois partidos estiveram no governo e que devem considerar o trabalho feito e não “embarcar em um projeto aventureiro”. Ele também defende uma pacificação em Santa Catarina e o objetivo é a direita retomar o governo federal. “O governo está bem. Temos que ajudar a construir Santa Catarina. A frase que eleição na terra é época de guerra não constrói nada. Vamos pensar o que é bom para Santa Catarina e não para o partido”, dispara.

Adriano Silva fala em gratidão e gosto por trabalhar junto

Adriano Silva demonstra gratidão. Repete que a visita de sexta foi a 30a do governador em Joinville onde tem obras e ações importantes como as tratativas para a estadualização do Hospital São José, obras de duplicação das ruas Ottokar Doerffel e Dona Francisca além de construção de uma ponte no bairro Comasa. “Gostamos de trabalhar juntos”, diz o prefeito.

Anúncio da estadualização do hospital São José poderá ser dia 2 em evento na Expoville

Tirar o peso do hospital São José dos custos da Prefeitura é uma obsessão do prefeito Adriano Silva. O assunto teria inclusive entrado na pauta de negociação para aceitar ser pré-candidato a vice-governador. Equipes das secretarias de Estado e do município criaram um grupo de estudo que está na reta final para emitir um parecer definitivo sobre o caminho da estadualização. Os dois governantes esperam ter esta definição para anunciar no evento que vai dar posse a nova prefeita Rejane Gambin, marcado para 2 de abril, às 18h30, na Expoville. O local escolhido abriga mais de 5 mil pessoas.

Guerra com Renan Filho e desejo de estadualizar rodovias federais

Na entrevista, o governador Jorginho Mello também mostrou desejo de estadualizar as rodovias federais. Ele informa que já solicitou por escrito que o Governo Federal repasse as rodovias BR-470, BR-282 e BR-280 para o Estado. A BR-280 no trecho ainda parado entre Araquari e São Francisco do Sul, Jorginho diz que tocaria o projeto da obra porque é prioridade para Santa Catarina. “Essas rodovias não são prioridades para o Governo Federal, mas para nós sim. Então deixa que a gente faz”, desafia.

Governador lamenta episódio com Cleiton Profeta

Jorginho Mello lamentou a briga política que envolve o vereador Cleiton Profeta, hoje no PL, partido do governador. Ele reconheceu que tentou intervir, mas não foi o suficiente. Agora ele espera uma decisão do partido. “Briga não constrói nada. Não constrói hospitais, não constrói pontes. Essa briga só afasta as pessoas e é uma pena para a política. As pessoas querem ver o trabalho dos políticos”.