O governador Jorginho Mello (PL), junto com seus interlocutores, segue em busca do MDB para a sua aliança. A proposta é que os emedebistas apoiem em branco, fora da majoritária, mas que ocupem espaços em um eventual segundo governo, caso haja a reeleição. Os contatos são quase diários.
Para o governador, não é possível abrir mão da chapa já montada com o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), na condição de vice, e a deputada federal Carol de Toni (PL), junto com o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL), ao Senado. Porém, na Agronômica, a militância emedebista é vista como um importante aliado a ser conquistado. Vale lembrar que o MDB elegeu Jorginho ao Senado motivado pela presença da hoje senadora Ivete Appel da Silveira, na época, como suplente.
Ao mesmo tempo em que deseja ter os emedebistas, Jorginho e a cúpula dos liberais sabem que seria difícil explicar para a militância mais bolsonarista, incluindo deputados, a presença de um partido que, em Brasília, tem integrantes no governo Lula (PT). Embora o MDB em Santa Catarina, com exceção de algumas lideranças históricas, se coloque como centro-direita, há uma resistência de parlamentares do PL que não querem a aproximação.
Pelo lado do MDB, há um sentimento de que o partido precisa ter um projeto viável de oposição a Jorginho, que é acusado de ter faltado com a palavra quando deixou os antigos aliados de lado para incluir, em sua composição, o Novo. Além disso, há uma ala que entende que se aliar ao PL em branco é o que falta para o MDB reduzir ainda mais a sua presença na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. As contas, para o caso de o partido tomar esse rumo, são de eleger, no máximo, quatro estaduais e dois federais.
Mesmo assim, há alguns nomes que defendem a aliança com o PL, casos dos deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper, além do deputado federal Valdir Cobalchini. Em meio aos movimentos dissidentes, a direção estadual do partido já deu o recado de que, embora respeite opiniões contrárias e entenda que ainda não há um projeto concreto para apresentar, não aceitará a quebra de fidelidade ao partido. Em suma, quem estiver no MDB terá que acatar a decisão partidária para a eleição.




