O debate entre os candidatos ao Governo de Santa Catarina promovido pela NSC, na noite desta terça-feira (29), foi marcado por um confronto direto entre o governador Jorginho Mello (PL) e o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues (PSD).
Durante a discussão, João Rodrigues criticou a estratégia da campanha de Jorginho de mencionar a prisão do candidato em 2018. Segundo Rodrigues, a retomada do episódio teria atingido sua esposa, Fabi, e suas filhas.
“Quem sofreu foi a Fabi e minhas filhas. Chapecó sabe o que elas passaram”, afirmou João, acrescentando que a família precisou de acompanhamento psicológico e psiquiátrico após o episódio.
Jorginho negou ter feito ataques à família do adversário e afirmou que também teria sido alvo de acusações durante a campanha. Entre os exemplos citados pelo governador estavam declarações envolvendo seu vice e sua suposta relação com o PT.
Na réplica, João Rodrigues voltou a responsabilizar Jorginho pelas inserções veiculadas no horário eleitoral. “Ele manda fazer, diz que não é ele, mas é no seu horário eleitoral gratuito”, afirmou.
Jorginho cita episódio de 2015
Na sequência, Jorginho elevou o tom e trouxe para o debate um episódio ocorrido em 2015, quando João Rodrigues era deputado federal.
O governador afirmou que, em 27 de maio daquele ano, o então parlamentar foi flagrado pela imprensa assistindo a um vídeo pornográfico durante uma sessão da Câmara dos Deputados.
“Já que o senhor tem duas filhas, uma esposa, eu acho que o senhor devia respeitar elas mais”, disse Jorginho durante o debate.
O governador encerrou a resposta afirmando que “a família de Santa Catarina não gosta disso” e defendeu que os candidatos deixassem de lado as acusações pessoais para discutir propostas para o Estado.
O episódio ocorreu em meio a um dos principais confrontos da noite entre os dois candidatos. O debate da NSC também contou com a participação de Gelson Merisio (PSB) e Ralf Zimmer (PRD).

