O governador licenciado Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição, comentou sobre a crise envolvendo o STF durante a edição do projeto Acif Recebe Candidatos 2026, realizado na noite de terça-feira (9) na sede da entidade, em Florianópolis.
“É uma vergonha a mais alta Corte de Justiça do país estar numa situação dessas”, afirmou Jorginho. “Como é que um juiz faz um contrato de R$ 130 milhões da sua mulher para prestar serviço a um banqueiro ou a quem quer que seja, de qualquer atividade?”, questionou, em referência ao vínculo profissional da advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro.
Segundo ele, o Congresso, que tem a prerrogativa de colocar em votação os pedidos de impeachment de ministros do Supremo, “vai ter que agir rapidamente para cortar só um ou dois dedos, senão vai ter que cortar a mão inteira”.
“Tomara que a gente consiga fazer a maioria dos senadores. Mas, mesmo assim, vai ser difícil, porque tudo apodreceu, tem que começar de novo”, disse Jorginho.
Nesta quarta-feira (9), a crise no STF teve novo capítulo com as decisões do presidente Edson Fachin que invalidou decisões dos ministros André Mendonça e Alexandre Moraes e retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news.
