Indústria brasileira tem leve alta na confiança em outubro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) registrou um aumento de 1,3 ponto em outubro, alcançando 46,2 pontos, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar do pequeno avanço, o índice segue abaixo da linha de 50 pontos, que indica confiança, resultando em 22 meses consecutivos de pessimismo no setor.

Expectativas em alta

O aumento no Icei foi impulsionado pela melhoria nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O Índice de Expectativas subiu 2,1 pontos, atingindo 49,3 pontos, o que indica uma leve redução no pessimismo para o futuro próximo. No entanto, esse índice ainda permanece abaixo do patamar que sugere confiança.

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Condições atuais em queda

Contrariando as expectativas, o Índice de Condições Atuais caiu 0,2 ponto em outubro, chegando a 40 pontos. Este é o menor resultado desde julho de 2020. A queda reflete a avaliação negativa dos empresários em relação à situação de suas empresas, impactada pela diminuição da demanda por produtos industriais, aumento dos custos e incertezas no cenário internacional.

Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a percepção negativa é resultado de fatores que se acumulam ao longo do tempo, como a redução na demanda, além de novos desafios que têm surgido. Ele enfatizou que a pressão sobre os custos tem afetado a saúde financeira das empresas, intensificando as dificuldades enfrentadas pelo setor.

Principais resultados da pesquisa de outubro:

  • Icei: 46,2 pontos, alta de 1,3 ponto;
  • Índice de Expectativas: 49,3 pontos, avanço de 2,1 pontos;
  • Índice de Condições Atuais: 40 pontos, recuo de 0,2 ponto;
  • Período sem confiança: 22 meses consecutivos.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa da CNI foi realizada entre 1º e 7 de outubro, com uma amostra de 1.103 empresas industriais de diversos portes em todo o Brasil, incluindo 456 pequenas, 414 médias e 233 grandes empresas. O Icei reflete a percepção dos empresários sobre a situação atual da indústria e suas expectativas para os próximos seis meses, sendo que resultados abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança no setor.