O Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro-SC) realizou, em 16 de outubro, uma palestra motivacional em homenagem ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama. A convidada, Elizabeth Rocha Fernandes, conhecida por sua trajetória de resiliência como recordista brasileira de ultratriatlo, compartilhou sua experiência enfrentando a doença com os servidores do órgão.
História de superação
Durante a palestra, Elizabeth narrou como recebeu o diagnóstico de câncer de mama enquanto se preparava para uma competição de triatlo. Ela enfatizou a importância do apoio de familiares e amigos, bem como a mentalidade esportiva, que foram cruciais para lidar com o tratamento. A atleta, que já completou quatro edições do Ironman e conquistou o vice-campeonato do Fodaxman XTRI, continuou a obter resultados significativos tanto antes quanto após o tratamento.
Ela incentivou os presentes, afirmando: “Vivam e testem coisas diferentes. Mesmo em tratamento, continuem realizando projetos. A vida não tem que parar.” Elizabeth ressaltou que o mais importante são as memórias e experiências adquiridas ao longo da vida, que ela chama de “dividendos de vida”.
Profissional de destaque
Além de seu histórico esportivo, Elizabeth Rocha possui uma carreira executiva robusta, com mais de 20 anos de experiência. Formada em Engenharia pela UFSC, ela possui pós-graduação em Neurociência e MBAs em IA, Data Science e Marketing pela PUC-RS. Atualmente, é CEO da startup Explore Close e também é palestrante no TEDx.
Importância da prevenção
O evento também abordou a relevância da detecção precoce do câncer de mama. Quando identificado em estágios iniciais, a doença tem altas taxas de cura. Os sinais de alerta incluem nódulos endurecidos e indolores, alterações no mamilo, secreções, pele com aparência de casca de laranja e nódulos na axila ou pescoço. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, entre 2026 e 2028, o Brasil terá cerca de 78,6 mil novos casos da doença anualmente, com Santa Catarina prevendo 4.460 diagnósticos por ano. O câncer de mama continua a ser o mais comum entre as mulheres no estado, seguido por neoplasias de cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

