Dois homens, de 63 e 60 anos, foram detidos na tarde desta terça-feira (10), em Palhoça, na Grande Florianópolis, depois de serem flagrados circulando com um carro roubado no Rio de Janeiro — e ainda tentarem explicar tudo com a clássica versão do “pegamos emprestado de um conhecido”.
A abordagem aconteceu durante uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal na BR-101. O veículo, um Fiat Fastback, chamou a atenção dos agentes durante a checagem de segurança.
Na conferência inicial, o primeiro detalhe estranho já apareceu: o QR Code da placa traseira não retornava nenhuma informação no sistema. A partir daí, a equipe decidiu aprofundar a vistoria — e o “carro emprestado” começou a se desmontar… pelo menos no papel.
As marcações dos vidros e as etiquetas de identificação do fabricante apresentavam sinais claros de adulteração. Com técnicas específicas de identificação veicular, os policiais confirmaram que as placas usadas no automóvel eram clonadas.
O resultado da checagem revelou a verdadeira origem do veículo: o carro original possuía registro de roubo à mão armada ocorrido em setembro do ano passado, na capital fluminense.
Questionados sobre a procedência do automóvel, os ocupantes afirmaram que teriam pegado o carro emprestado com um conhecido — versão que não convenceu a equipe.
Durante a verificação dos antecedentes, os policiais constataram que os dois homens já possuem histórico policial por crimes como estelionato, falsidade ideológica, fraude e falsificação.
E a situação ficou ainda pior quando os documentos pessoais foram consultados nos sistemas de segurança pública. O passageiro do veículo tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de estelionato.
A dupla foi encaminhada para a Delegacia de Polícia de Palhoça.
Eles vão responder pelos crimes de receptação — que é adquirir, transportar ou conduzir produto de crime — e por adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Somadas, as penas previstas para os dois delitos podem ultrapassar dez anos de prisão.
O automóvel recuperado será submetido à perícia e, posteriormente, devolvido ao verdadeiro proprietário.
