Um homem de 47 anos foi preso pela Polícia Civil em Florianópolis suspeito de utilizar uma autorização judicial para cultivo de cannabis medicinal como justificativa para produzir e comercializar drogas ilegalmente. A prisão ocorreu na terça-feira (15), no Sul da Ilha, após cerca de seis meses de investigação.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas (DECOD/DIC). Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais encontraram aproximadamente 200 plantas de cannabis em diferentes estágios de desenvolvimento no imóvel investigado.
Além das plantas, foram apreendidos cerca de 3 quilos de skunk, variedade de cannabis conhecida popularmente como “supermaconha”, além de porções de haxixe e micropontos de LSD.
Os agentes também localizaram balanças de precisão, materiais utilizados para a extração de derivados da planta e documentos com registros contábeis. Segundo a investigação, esses elementos passaram a integrar as apurações sobre uma possível estrutura de produção e comercialização de entorpecentes.
Investigação aponta produção acima do limite autorizado
De acordo com a Polícia Civil, o homem possuía autorização judicial para cultivar cannabis exclusivamente para fins medicinais. A investigação, porém, aponta que a produção teria ultrapassado os limites estabelecidos pela decisão judicial.
A suspeita é de que parte desse excedente fosse destinada à comercialização ilegal de drogas. A movimentação financeira relacionada à atividade investigada foi estimada pela polícia em aproximadamente R$ 300 mil.
O delegado Walter Loyola, responsável pelo caso, afirmou que a existência de plantas em diferentes fases de desenvolvimento, por si só, não caracteriza tráfico, já que esse processo pode ocorrer normalmente em cultivos destinados à produção medicinal. Segundo ele, o que motivou a investigação foram os demais elementos reunidos durante a apuração.
Após a decisão judicial, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil deve continuar analisando o material apreendido e os registros encontrados no imóvel para esclarecer a extensão da produção, a origem da movimentação financeira e o possível envolvimento de outras pessoas no esquema investigado.
