Empresas e organizações de Santa Catarina que têm interesse em participar de missões, feiras e eventos nos Estados Unidos receberão apoio do escritório do estado em Nova York. A iniciativa foi anunciada nesta quarta-feira (14) durante uma reunião da Rede Catarinense de Internacionalização, com a participação online de Rodrigo Prisco, representante da InvestSC na cidade, que se conectou do Centro Administrativo do Governo do Estado, em Florianópolis.
Estratégia para o mercado americano
Prisco ressaltou a importância dos Estados Unidos como o maior mercado do mundo, embora também seja altamente competitivo, o que exige um planejamento cuidadoso. O escritório em Nova York se compromete a oferecer suporte em áreas como orientação, agendamento, presença em feiras e, em determinados casos, ajuda na organização e financiamento das iniciativas. “A ideia é promover a marca catarinense, fazendo com que os produtos sejam reconhecidos não apenas como brasileiros, mas como provenientes de Santa Catarina”, destacou Prisco, mencionando uma feira do setor madeireiro em Orlando, onde a maioria das empresas brasileiras participantes era catarinense.
Desafios e oportunidades
O representante da InvestSC também abordou o impacto das tarifas norte-americanas, que afetam 70% das exportações do estado, com efeitos significativos em cidades como Joinville e Jaraguá do Sul, além do setor madeireiro do Planalto Norte, que representa cerca de 10 mil empregos. Na área de tecnologia, o foco está em preparar startups e scale-ups para atrair investidores nos EUA, que detêm 62% do mercado global de capitais. Para isso, a InvestSC está colaborando com a Secretaria Executiva de Articulação Internacional (SAI) e a ACATE para planejar missões eficazes.
Prisco enfatizou a importância da Rede na facilitação das agendas: “Com um ponto específico, como a apresentação de uma entidade ou projeto, as agendas avançam com mais rapidez. Precisamos da rede para isso.” Ele também mencionou que, com a Reforma Tributária, incentivos fiscais deixarão de existir, ressaltando a necessidade de articulação com associações empresariais e empreendedores para explorar novas ferramentas, como a subvenção e o Fundo Soberano que o estado pretende implementar.
Mapeamento das dificuldades
A ACATE sugeriu que a Rede identifique as principais barreiras enfrentadas pelas empresas catarinenses na busca por internacionalização, a fim de direcionar as ações coletivas das entidades envolvidas.
A FACISC apresentou sua nova Diretoria de Internacionalização. Evaldo Niehues Jr., diretor de Relações Internacionais, informou que existem atualmente 16 núcleos de comércio exterior em associações empresariais em todo o estado. “Os empresários devem buscar a associação mais próxima e participar de um programa voltado para a internacionalização. É a partir desse ponto que eles podem ingressar no comércio exterior”, afirmou.
O encontro foi coordenado pelo secretário adjunto de Articulação Internacional, Emerson Pereira, e contou com a presença de diversas secretarias do governo e entidades do setor produtivo, promovendo um diálogo sobre estratégias de internacionalização para Santa Catarina.
Rede Catarinense de Internacionalização
A Rede Catarinense de Internacionalização, coordenada pela SAI, visa unir secretarias e entidades para desenvolver uma estratégia única de internacionalização, com foco nas oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. Criada em agosto de 2026, a Rede realiza reuniões quinzenais e se organiza em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.
Integrantes da Rede incluem a SAI, Seplan, SEF, SED, InvestSC, FIESC, FACISC, FAMPESC, FETRANCESC, ACATE, OAB/SC e Univali.
